Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

"Hancock"

 

O Herói Desinteressado

 

Premissa: Hancock é um super-herói alcoólico que perdeu o interesse pela sociedade. Os salvamentos não lhe correm muito bem, e a cidade começa a persegui-lo. Então, com a ajuda de um relações públicas, vai modificar a sua imagem e tornar-se num herói amado por todos.

 

Veredicto: "Hancock" partia como um filme bem-disposto,em jeito de brincadeira com os filmes de super-heróis que têm invadido as salas, apresentando um herói alcoólico que, apesar de perseguir ladrões, tem uma postura desinteressada e estraga sempre mais do que ajuda.

A verdade, é que o filme contem esses elementos na primeira meia-hora, mas não é de espantar que a sensação de ter sido enganado tenha atacado muitos espectadores, é que ao invés de continuar até ao final como uma comédia, envereda por um caminho inesperadamente sério, que mesmo assim falha a nível de caracterização.

 

O maior problema de "Hancock" é a sua duração. A hora e meia não chega, nem para nos presentear com momentos engraçados, nem para explorar convenientemente as origens da personagem, que parecem até ser dignas de mais uns minutos de conversa. Outro problema é que, onde existe o defensor do Bem, tem sempre de existir o defensor do Mal, e a Hancock falta um antagonista à altura. Ao querer fugir à regra dos filmes de super-heróis, que consiste em possuir um combate de escala épica para terminar a aventura, acaba por ter um final que sabe a pouco.

 

Ainda assim, Will Smith volta a mostrar que está uns furos acima da maioria dos cabeças de cartaz de blockbusters palermas, mas "Hancock", ao contrário de "I, Robot" ou "I Am Legend" não está à altura das suas capacidades.

Não é má escolha nestes meses de Verão recheados de experiências que não tardam a abandonar a nossa memória, mas sigam o meu conselho, e não entrem na sala com demasiadas expectativas. Peter Berg tinha nas mãos uma ideia prometedora, mas a pressa, e o facto de não saber para que género se quer virar, e deixar que os toques de drama apaguem o lado descontraído e recheado de gags que o filme deveria ser, deixam-nos a pedir por mais. E mais meia-hora ou quarenta e cinco minutos eram essenciais.

 

6/10

 

Memorable Quotes

 

Boy at Bus Stop: [taps a sleeping Hancock] Hancock!
Boy at Bus Stop: [hits him to wake up]
Boy at Bus Stop: Hancock!
Hancock: What, boy?
Boy at Bus Stop: [points to TV screens] Bad guys.
Hancock: What, you want a cookie? Get the hell out my face.
Boy at Bus Stop: Asshole.
Hancock: What?
Boy at Bus Stop: You heard me.

 

Pissed Fat Guy: [referring to the lady in the car that Ray's car landed on after Hancock threw it] You know what? That lady should sue you!
Hancock: You know what? You should sue McDonald's, 'cuz they fucked you up!

 

Hostage Taker: [Hancock arrives on the scene] Oh shit, Handjob!
Hancock: Yep, now just tell me what you need.
Hostage Taker: Well I need them to put those guns down.
Hancock: [to the cops] All right fellas just put the guns down.
Hostage Taker: Now I need you and that tight ass Wolverine outfit to get me outta here asshole!

 

 

 

publicado por RJ às 19:45
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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

"The Dark Knight"

 

Coração das Trevas

 

Premissa: Bruce Wayne continua a sua luta contra o crime, com a ajuda do Tenente James Gordon, e vê agora no Procurador Distrital Harvey Dent, a hipótese de Gotham ter um herói com rosto. Mas é então que um criminoso conhecido como Joker, dotado de uma mente brilhante, mergulha a cidade no caos...

 

Veredicto: As minhas expectativas para a sequela de "Batman Begins" eram altíssimas, mas mesmo com todo esse entusiasmo criado à volta de imagens que nos fizeram esperar o melhor, fui surpreendido. "The Dark Knight" é ainda melhor do que pensei, e isso, é verdadeiramente extraordinário.

Não me pouparei nas palavras. Esta obra de Christopher Nolan é perfeita. Ultrapassa o anterior e assume-se como uma pura obra-prima da 7ªarte.

 

Sempre achei a questão dos géneros redundante. O facto de muitos pensarem que o género faz o filme, e não o contrário, é absurdo. Pôr esta pérola, esta obra traçada por genialidade, como um banal filme de "acção" ou "super-heróis" entristece-me, pois nunca um filme de um personagem vindo dos comics foi tão negro, tão adulto, tão real e tão profundo. Uma obra-prima pode chegar-nos de qualquer género, pensar o contrário é não respeitar o Cinema.

 

Heath Ledger tem a interpretação da sua vida. O Joker é trazido até nós de forma tão realista, que se torna realmente assustador. É difícil encontrar palavras para descrever semelhante desempenho. É a melhor versão que o grande ecrã viu da personagem, e que provavelmente alguma vez verá. Por muito bom que o de Jack Nicholson tenha sido, não levantava os obstáculos à moralidade do herói que este levanta. Este é brilhante de uma forma que me faz duvidar sobre se alguma vez poderá ser totalmente descrito com simples palavras. A nomeação, e a vitória, nos Óscares seriam merecidas.

 

Tendo o primeiro filme nas suas raízes, questões de natureza humana, que o tornaram uma obra com uma densidade fora do comum, era difícil melhorar tal feito, mas Nolan conseguiu. Os dilemas morais ganham novos contornos e exploram ainda mais a complexa luta para corrigir o mal, e a personalidade do Cavaleiro das Trevas.

Se anteriormente vimos um Bruce Wayne em busca de respostas, e que crê ter encontrado uma forma de combater a injustiça, aqui vêmos que existem coisas capazes de ultrapassar qualquer tipo de lógica, onde a solução pode ser difícil de encontrar.

 

Enquanto símbolo, Wayne torna-se um ideal, torna-se indestrutível, Ganhando rosto, passando a ser um homem, é facilmente currompido. Vê em Harvey Dent, um Cavaleiro Branco de Gotham, um homem que defende os seus ideais e que poderá restaurar a ordem à cidade, mas ao contrário do Batman, uma força capaz de inspirar e aterrorizar o mal, Dent sendo apenas um homem aos olhos dos inimigos da cidade, pode ser destruído, pode ser manipulado para cair nas trevas. O filme acaba por ser sobre esta caída nas trevas, de um personagem com o coração puro.

 

Do lado do mal, o Joker representa um símbolo, mas um símbolo contrário aos princípios do Batman. Os criminosos também ao ganharem um rosto, ao terem um objctivo motivado pela procura de lucro, podem ser combatidos. No entanto, sendo o Joker tal como o Batman um símbolo, mas um símbolo de anarquia, que não é motivado pelo desejo de obter lucro pessoal, mas pelo desejo de mergulhar o mundo no caos, é também indestrutível enquanto ideal do mal.

Enquanto que o Batman age para além da lei, para estabelecer regras num lugar onde elas deixaram de existir, o Joker não tem regras e não conhece limites. É a força do caos, motivada pelo desejo de quebrar as fronteiras e de instalar o pânico, revelando como as pessoas civilizadas se devorarão umas às outras quando as forças que as protegem o deixarem de conseguir fazer. 

Esta mentalidade distante da lógica revela-se no seu ódio pelos esquemas e pelos planos, um dos pontos cruciais da sua personalidade. "Sou um cão a perseguir carros. Não sei o que fazer caso apanhe algum. Apenas faço coisas.". Esta é a verdadeira alma do caos e da anarquia, a ausência de planeamento e o contrariar a ordem. 

Ninguém entra em pânico quando as pessoas "esperadas" morrem, ninguém entra em pânico quando tudo corre de acordo com o planeado, mesmo que o plano seja horrendo. Ao questionar esta mentalidade, ao interferir no que as pessoas estão habituadas a ver e a lidar no seu quotidiano, é instalado o caos.

 

A relação entre o Joker e o Batman é essencial para entender os dilemas do filme. O Joker não tem intenção de matar o seu inimigo pois ao trazer ordem a Gotham, o Batman interferiu com a ordem das coisas, alterou o curso esperado dos acontecimentos, e isto atrai o Joker. Ele acha que o vigilante trouxe demasiada diversão para ser morto, sem ele, voltaria tudo a ser aborrecido. O herói encontra também imensa dificuldade em matar o seu némesis. Fisicamente, este adversário não está à altura dele, a dor dos ataques do Batman dá-lhe prazer, prazer por ver o símbolo da justiça, aproximar-se da loucura dos que defendem o caos. 

 

Uma verdadeira obra-prima. Uma das grandes obras que o Cinema viu nos últimos anos.

 

10/10

 

Memorable Quotes

 

Batman: What did you do?
The Joker: I took Gotham's white knight, and lowered him to our level. It wasn't hard. Y'see, madness, as you know, is like gravity. All it takes is a little...push.

 

The Joker: You'll see, I'll show you, that when the chips are down, these uh... civilized people, they'll eat each other.

 

The Joker: [speaking to Two-Face] Do I really look like a man with a plan, Harvey? I don't have a plan. The mob has plans, the cops have plans. You know what I am, Harvey? I'm a dog chasing cars. I wouldn't know what to do if I caught one. I just *do* things. I'm a wrench in the gears. I *hate* plans. Yours, theirs, everyone's. Maroni has plans. Gordon has plans. Schemers trying to control their worlds. I am not a schemer. I show schemers how pathetic their attempts to control things really are.


The Joker: I am an agent of chaos. And you know the thing about chaos, Harvey? It's fair.
 

Two-Face: You thought we could be decent men in an indecent time. But you were wrong; the world is cruel, and the only morality in a cruel world....is chance.

 

Batman: Why do you want to kill me?
The Joker: [laughs] Kill you? I don't want to kill you! What would I do without you? Go back to ripping off mob dealers? No, no, you... you complete me.
 

Lt. James Gordon: Because he's the hero Gotham deserves, but not the one it needs right now...and so we'll hunt him, because he can take it. Because he's not a hero. He's a silent guardian, a watchful protector...a dark knight.

 

 

 

publicado por RJ às 16:01
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Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

"Wanted"

 

Acção Imparável

 

Premissa: Wesley Gibson não vê sentido na vida que leva, até saber que é filho de um letal assassino e se juntar à irmandade de que este fazia parte.

 

Veredicto: Baseado numa graphic novel de Mark Millar, (que, digo desde já, não li), e com claras influências de "Matrix" e "Fight Club", "Wanted" lança-se como um dos grandes filmes de acção do Verão. A questão é, será ele apenas uma demonstração de acrobacias com automóveis ou terá algo mais para oferecer?

 

Os três nomes que vêmos no cartaz atraem a atenção de qualquer um. James McAvoy provou como é um excelente actor em "Atonement", estando cada vez mais popular, e Angelina Jolie e o veterano Morgan Freeman dispensam apresentações. Ora, foi com alguma surpresa que, após os créditos finais, o único destes actores que se tenha destacado realmente, tenha sido McAvoy.

A senhora Jolie foi usada pura e simplesmente como charamiz. Mas se chama a atenção, será apenas pelos motivos óbvios, porque quanto ao desempenho, qualquer actriz poderia ter feito exactamente o mesmo. Freeman dá aquele toque de classe e sabedoria, e fica sempre adequado a estes papéis, mas é mais um que qualquer senhor de cabelos brancos e voz penetrante poderia desempenhar.

 

Até ao último quarto de hora, estamos perante um típico divertimento. Não existe na fita muita coisa que não seja efeitos especiais e carros a voar, e a explodir. *spoilers* O final, melhora imenso a qualidade do filme, acabando por ser uma crítica interessante, quase em tom satírico às "sociedades secretas", em que, a dado ponto, ninguém se interessa em fazer outra coisa que não seja, mudar a ordem das coisas a seu proveito. 

 

Enfim, se viram os trailers sabem o que esperar: cenas de acção mirabolantes. E é isso que vão ter. Portanto, a resposta à questão que coloquei acima será que, o filme de Timur Bekmambetov é um típico filme de entretenimento. Ora, eu não tenho nada contra relaxar e divertir-me durante um bocado na sala de Cinema, mas o problema é que na sua maioria, estes blockbusters não ficam gravados na minha memória durante muito tempo, e um filme que seja verdadeiramente bom, fica. As revelações finais ajudam muito no que toca a dar algo de inteligente à obra, mas infelizmente, não sei se daqui a um tempo, quando "Wanted" chegar aos clubes de vídeo, haverá muita vontade em o ver novamente.

 

7/10

 

Memorable Quotes

 

Wesley: You're just a thug that can bend bullets.
 

Wesley: Are we gonna "bond," now?
Fox: Would you like to?

 

Wesley: What the fuck have you done lately?
 

 

 

publicado por RJ às 23:21
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

"The Happening"

 

Um Realizador Incompreendido

 

Premissa: Uma ameaça desconhecida, ataca os Estados Unidos, levando um grupo de pessoas a desesperadas lutas pela sobrevivência.

 

Veredicto: Pessoalmente, considero M. Night Shyamalan um dos grandes realizadores da História do Cinema. Domina a arte de fazer filmes como poucos dominam, e as imagens com que presenteia o espectador, transparecem tamanhas emoções, que se tornam difíceis de comparar com quaisquer outras.

 

No entanto, é certo e sabido que, desde "The Sixth Sense", a crítica e o público em geral têm vindo a gostar cada vez menos do seu trabalho. O grande motivo de ódio na sua filmografia é conhecido de todos nós e dá pelo nome de "Lady in the Water". Nele, o realizador fez uma obra de cariz bastante pessoal, totalmente diferente do resto do seu trabalho, resultando num género de "conto de fadas moderno". A obra foi, consequentemente "massacrada". Quanto a mim, não me desiludiu. É certo que é o filme que colocaria em último lugar de todos os que fez, mas mesmo assim consegue ser muito bom.

 

Depois da vinda dessa ninfa da água, muitos temiam o pior de "The Happening". Ao estrear, este filme apocalíptico, se não recebeu críticas tão más como a história de embalar que o antecedeu, esteve muito perto.

Toda esta má opinião sobre o trabalho de Shyamalan, deixa-me perplexo, e fico-o ainda mais, depois deste Acontecimento.

Antes de mais queria deixar um pequeno apontamento quanto às interpretações, onde, se todos estão à altura da tarefa que lhes era pedida, é Zooey Deschanel quem se destaca ao compôr a que é possivelmente, a mais interessante personagem do filme.

 

Se existe um cineasta que sabe filmar as emoções sentidas pelo Homem em momentos extremos, é este. Shyamalan sabe filmar o Medo, de forma assustadoramente perfeita. E esta é uma história que tem por tema de base, isso mesmo, o Medo, mais concretamente o da extinção, e a desesperada luta pela sobrevivência.

Tendo este tema, não poderia deixar de referir, que reflecte um pouco, muitos dos receios das populações após o 11 de Setembro, evocando mesmo esse dia em algumas cenas, (a morte dos operários e o telefonema desesperado de uma rapariga).

 

Necessito ainda de um período de meditação, para poder dizer a ordem concreta, em que colocaria as obras deste mestre, mas no que toca a esta última, sei que, tal como o senti em "The Sixth Sense", "Unbreakable", "Signs" e "The Village", emana perfeição por muitos lados. A forma como o realizador filma, é arrebatadora. Cada plano das suas obras é, perfeição cinematográfica. Perfeição essa que atinge, numa reunião soberba entre imagem e música, esta última, sempre da autoria do excelso James Newton Howard, criando momentos únicos.

 

Este mestre da 7ªarte, volta assim a afirmar o seu talento, e a deixar-me arrebatado e apaixonado pela qualidade do seu Cinema. O que entristece é que a paixão pelas suas histórias seja, cada vez menos, partilhada por um grande número de pessoas.

 

9/10

 

Memorable Quotes

 

Elliot Moore: There are forces at work beyond our understanding.

 

Elliot Moore: Do you remember our first date? You were so quiet.
Alma Moore: You bought me the mood ring.
Elliot Moore: It turned purple when you wore it.
Alma Moore: Then you said "that means you're in love".
Elliot Moore: Got you to talk, didn't it?
Alma Moore: But then we checked the little paper chart and it turned out that it meant that I was horny. You loved that.
Elliot Moore: I had no idea.
Alma Moore: Yours was blue. Peaceful, right?
Elliot Moore: Right.
Alma Moore: What color was love?
Elliot Moore: I don't remember.
Alma Moore: Me neither.

 

Alma Moore: We're so much the same, Jess. I don't like to show my emotions either.

 

 

 

publicado por RJ às 23:00
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"Cloverfield"

 

 

O Fenómeno da Internet

 

Premissa: Um monstro ataca Manhattan no mesmo dia em que é celebrada a ida para o Japão da personagem principal, por um grupo de amigos. Este ataque à cidade fica então documentado por um rapaz, que se ocupava a filmar a festa.

 

Veredicto: A Internet é cada vez mais, um importante recurso no que toca a fazer propaganda a filmes e a criar expectativas, que fazem milhares de pessoas debater em fóruns, blogs, etc, o que prever de determinada obra.

Foi a vez do produtor do confuso e interminável "Lost", J. J. Abrams,  fazer das suas e produzir o que se tornou num fenómeno de discussão na web, com o lançamento de um trailer onde a Estátua da Liberdade perdia a cabeça. A partir daí foi um hype sem precedentes. O problema é que, tal como na sua série da ilha do Pacífico, "desenvolver" parece não constar no dicionário das produções deste senhor.

Toda esta expectativa, que não me atingiu, aliada ao facto de o filme estar feito ao estilo do "The Blair Witch Project", (as imagens, são as da tal câmara de filmar), fizeram "Cloverfield" uma das obras mais faladas do ano.

 

Confesso desde já que, por não conseguir ir tanta vez como queria ao Cinema, e por estar muito longe do estado de expectativas que rodeou o filme, não o vi no grande ecrã, e só por curiosidade resolvi, a posteriori, o fazer.

Pois bem, na minha humilde opinião, estamos perante um exemplo de expectativa criada pela Internet, e se não fosse pela discussão que rodeou rumores e imagens do filme, assim como a crença de que estaria aqui uma "redifinição do género blockbuster", e o tal "estilo da câmara de filmar", não passaria de mais um produto de pirotécnia que estreia a cada duas semanas nas salas.

Sim, é um entretenimento eficaz e um bom "filme de monstro", mas quanto a qualidade, deixa-se ficar por aí, e o tal "estilo e originalidade" adquiridos devido a ser a gravação do grupo de amigos, acabam por esconder outras fragilidades, nomeadamente, que, no que a argumento diz respeito, a obra é fraca.

 

Não pretendia ser uma história complexa, é verdade. Apenas pretendia ser um divertimento com algum estilo, e como já disse, na categoria de filmes com monstros a atacar cidades, é bom, mas poderia ser melhor. Contem a tal luta do protagonista por salvar a amada, mas o resultado em termos de argumento, é banal e resume-se a isto: pessoas a fugir de uma criatura grande, assustadora e de mau-humor.

 

Entretem, mas todo o entusiasmo que o rodeia é resultado da campanha de marketing, e do suposto "estilo e originalidade". 

 

7/10

 

Memorable Quotes

 

Rob Hawkins: Still filming?
Hud: Yeah, people are gonna want to know... how it all went down.
Rob Hawkins: Well, you can just tell them how it all went down, Hud.
Hud: No, that wouldn't work. People need to see this, you know? It's gonna be important. People are going to watch this.

 

Hud: [to Rob] Maybe you should've left town a little bit earlier, right?

 

Rob Hawkins: We got like three seconds left. What do you want to say? What do you want to say? Last thing to the cam.
Beth McIntyre: [smiling] Um... I had a good day.
[camera shuts off]

 

 

 

publicado por RJ às 21:59
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Domingo, 22 de Junho de 2008

"88 Minutes"

 

Desperdiçar Talento

 

Premissa: Um psiquiatra forense, responsável pela condenação de um perigoso assassíno, começa a receber estranhas chamadas de alguém que lhe diz ter 88 minutos de vida. Tudo isto está ligado ao facto de crimes idênticos ao do referido assassíno começarem a surgir, pondo em dúvida se este seria de facto, culpado.

 

Veredicto: Penso que poucos terão problemas em aceitar que Al Pacino é um dos melhores actores que passaram pela tela de Cinema. Dotado de enorme carisma, possui todo um leque de interpretações destinadas a perdurar na memória do espectador, para a eternidade.

Como tal, tendo esta admiração pelo "Big Al", qualquer filme seu aparentava ser digno da minha atenção... isto até chegar "88 Minutes". As opiniões que davam como quase certo o facto de este ser o pior momento da carreira do actor, fizeram-me ter receio do que este Jon Avnet teria andado a fazer. E agora que vi a dita obra, posso dizer que o seu maior problema, é Avnet não ter feito muita coisa.

 

O desvendar de um crime, em contagem decrescente até à morte do personagem principal, podia ser um bom ponto de partida. E feito com inteligência, originalidade, um bom argumento e um bom realizador, teria sido. 

É triste ver um actor do calibre de Al Pacino nestes filmes de acção iguais a mil outros filmes de acção. É verdade que ter este actor, é benéfico para qualquer empreendimento cinematográfico, e ele acaba por ser o único ponto positivo no meio de tudo, mas Jon Avnet não soube aproveitar o facto de contar com um grande talento.

 

É o tipo de papel que o "Big Al" faz de olhos vendados, nos intervalos da gravação de comentários para uma nova edição da trilogia do "The Godfather". E mesmo assim, se não fosse por ele, o desastre teria sido ainda maior.

 

Acabam por ser os múltiplos lugares comuns a deitar por terra esperanças de aqui encontrar um bom filme de acção. Desde o mau-da-fita que aparenta ter sido rejeitado no casting para uma comédia romântica, à velha e cansativa história de o eterno herói virar suspeito e ter amigos, polícia e FBI "à perna", até um final tolo, sem imaginação, e que estraga o que deveria ser o momento mais intenso do filme. Aquilo a que aqui chamam twist, fez-me lembrar algo como um final alternativo para uma qualquer temporada das "Desperate House Wifes".

 

Avnet agarra no argumento e filma algo sem paixão, incapaz de fazer o espectador sentir a suposta emoção da contagem decrescente. Visualizar a primeira temporada da série "24" antes de trabalhar em "88 Minutes", talvez não tivesse sido má ideia por parte do realizador.

 

Quando o personagem principal tem pouco mais de uma hora de vida, e o espectador se limita a bocejar, as coisas não podem estar a caminhar na direcção certa. Não tivesse um dos meus actores preferidos, que acaba por "salvar" o filme, e teria sido bem pior. Sendo assim é um filme de acção banal, que deixa muito a desejar, mesmo na categoria de "entreternimento de Domingo".

Esperemos que o Sr. Avnet não cometa os mesmo erros em "Righteous Kill", filme que juntará de novo Al Pacino e Robert De Niro. Aqui desperdiçou o talento de um dos melhores actores que vi no Cinema em toda a minha vida, se não o souber aproveitar e desperdiçar o de outro grande actor, será caso para pensar numa carreira dedicada à jardinagem.

 

5.5/10

 

Memorable Quotes

 

Kim Cummings: Just another day in the life of Jack Gramm.

 

Special Agent Frank Parks: I know how you use people. It's no secret you're a womanizer. You drink too much. How do I know that you haven't gone completely over the edge? How do I know what you're capable of?
Dr. Jack Gramm: [yelling] Oh man, I can't believe this! Well what did I do Frank? Did I send myself a tape? Did I blow up my car? Did I set my apartment on fire? Did I fire bullets at myself?

 

Dr. Jack Gramm: Whoever stole that tape knows the meaning of 88 minutes.
 

 

 

publicado por RJ às 22:59
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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

"The Incredible Hulk"

 

 

O Blockbuster Que Me Surpreendeu

 

Premissa: O cientista Bruce Banner vive escondido no Brasil, à procura de uma cura para a radiação que o transforma num monstro. Mas quando Emil Blonsky, um soldado à beira da reforma, vê este monstro como o adversário ideal, e se transforma no terrível The Abomination, a esperança reside em Banner, que terá de aprender a controlar o seu poder, para o usar.

 

Veredicto: Ao contrário da maioria, gostei do "Hulk" de Ang Lee. O realizador conseguiu fazer algo mais psicológico do que pirotécnico, e caracterizou Bruce Banner de forma bastante interessante, como um homem numa constante e complexa luta contra o seu lado verde e furioso.

Mas não era isso que os fãs queriam ver. Os fãs queriam ver o grandalhão de clorofila fazer o que faz melhor, esmagar coisas, e isto prova que no fundo, ou o público não sabe muito bem o que quer, ou o melhor é mesmo conseguir atingir um certo equilíbrio. Ang Lee não focava demasiado a acção, e tal pode ter aborrecido muitas pessoas, porém, quando chega às salas um filme que o que tem, é sobretudo acção, o público reclama por não haver suficiente desenvolvimento de personagens... enfim.

Caracterizar bem personagens é importante, mas convenhamos que, quando compramos um bilhete para ver um divertimento de super-heróis, não estamos à espera de ver algo com imensa profundidade, apenas a profundidade necessária para que não se torne, "oco".

 

Nesta segunda ida do Hulk às salas de Cinema, a Marvel queria fazer um filme que fosse 90% entretenimento e pirotécnia. Para isto contratou Louis Leterrier, o tipo dos filmes "Transporter", ou seja, o típico realizador de blockbusters. Logo, como previsto, todas as cenas de acção foram incrivelmente bem feitas, e gostei mais deste visual do Hulk.

Edward Norton, Liv Tyler, Tim Roth e William Hurt são o grupo de excelentes actores que preenche a ficha técnica, e todos fazem o melhor que podem, dentro daquilo que seria de esperar, com destaque para o protagonista.

 

Ora, eu esperava que o resultado fosse razoável, mas sem "alma", e as minhas expectativas foram superadas. É verdade que "The Incredible Hulk" é puro entretenimento, tem o dobro da acção da primeira aventura, e tenciona perder o máximo de tempo possível com o grandalhão a virar tanques ao contrário, sendo portanto o trabalho de Ang Lee, superior ao de Leterrier na parte da caracterização e desenvolvimento, mas o incrível retomar da saga, não esqueceu a "substância" que deve ter qualquer filme.

 

Talvez por culpa dos actores, se tenha conseguido fazer um pouco mais do que apenas explodir carros e prédios, o que eu não contava que acontecesse, e ainda bem que assim o foi.

Está ao nível de "Iron Man", sendo apenas superado pelo carisma de Robert Downey Jr.. Portanto, se pensarem em passar duas horas a ver o Hulk esmagar, não se preocupem, que nesta aventura também encontram substância. Não a do realizador asiático, mas a necessária para que recordem o filme como um dos belos blockbusters deste ano.

 

7/10

 

Memorable Quotes

 

Bruce Banner: There are aspects of my personality that I can't control. And when I lose control, it's very dangerous to be around me.

 

Betty Ross: [Betty and Bruce need to get across own in New York City] The subway is probably quickest.
Bruce Banner: Me in a metal tube with hundreds of people in the most aggressive city in the world?
Betty Ross: Right. Let's get a cab.
 

Bruce Banner: Maybe if I can control it, I can use it.
 

 

 

publicado por RJ às 21:12
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Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

"Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull"

 

O Regresso de Uma Lenda

 

Premissa: Indiana Jones une-se ao jovem Mutt Williams, numa luta contra a letal agente soviética Irina Spalko, na busca pelo misterioso poder da Caveira de Cristal.

 

Veredicto: Harrison Ford e o seu Indy já conquistaram um lugar na História, com um conjunto de filmes que definiram as bases de todo um estilo cinematográfico.

A trilogia de Indiana Jones é amada por muitos, que lá encontram entretenimentos inteligentes, com personagens carismáticos e sequências inesquecíveis, por isso, mesmo confiando que Steven Spielberg, George Lucas e Ford sabem a fórmula de sucesso destes filmes, fazê-lo regressar à tela de Cinema era arriscado, mas uma hipótese de o apresentar a uma nova geração de cinéfilos, e fazer os que já o conhecem, lembrarem-se porque sempre gostaram dele.

 

O perigo de os responsáveis pelo franchise, se renderem aos males da "Era Digital", fazendo um produto repleto de acção mas com pouca substância era algum, além de que o peso dos anos cai sobre o actor principal, quer este o admita ou não. Havia receio, mas uma vontade de viver uma nova viagem por templos e tesouros sagrados, ainda maior.

Ao fim de 19 anos, ele regressou, e os desejos dos fãs realizaram-se pois é uma aventura ao nível das três primeiras, o que é um dos maiores, e mais importantes, elogios que se lhe pode fazer.

 

Sim, Ford já tem 65 anos, e mesmo parecendo isso algo ameaçador do sucesso, continua em forma, e o seu personagem não perdeu a energia, o respeito e a admiração do espectador, de que dispunha nos anos 80. A fórmula de sucesso continua lá, o argumento está bem delineado e Lucas acrescenta um novo e interessante mistério à galeria dos desvendados por Indiana. Tem extraordinárias sequências de acção, e efeitos especiais desta "nova Era", que não ofuscam um personagem que já é uma, lenda viva.

Indiana Jones continua a ser o entretenimento por excelência, que consegue equilibrar a acção, a aventura e a magia de um herói que no nosso imaginário, nunca envelhecerá. Não temam, o encanto de aventuras passadas continua a brilhar neste quarto capítulo, e fiquem atentos, pode ser que reparem na breve aparição de uma certa arca.

 

O argumento não se limita a ser uma ligeira alteração do que já viveu o explorador. Pois bem, sem querer revelar demasiado, faço uma breve consideração destas aventuras:

Na primeira, fazia-se a descoberta da Arca da Aliança e era travada uma luta do Bem contra o Mal. No segundo, Indy salvava o mais sagrado da civilização, as crianças. Na Última Cruzada, seguiu em busca da fonte da imortalidade. Aqui, no Reino da Caveira de Cristal, a luta que se trava, é pela fonte de poder mais desejada: o conhecimento.

O mistério procurado é O mistério. Esse, que todos procuramos desvendar, o das respostas àquilo que é responsável pelo que somos, e pela nossa evolução. Seremos apenas fruto de um acaso neste mecanismo complexo que é o Universo, ou somos guiados por um Poder superior a todos nós?

Mas atenção, a busca por todas as respostas pode revelar-se infrutífera. Estaremos preparados para lidar com semelhante descoberta? Por vezes, a ignorância é um tesouro ainda maior, que o conhecimento absoluto.

 

As novas aquisições, onde se destacam Cate Blanchett e Shia LaBeouf, ajudam a preencher a história, com duas criações importantes no sucesso da obra. A primeira é a vilã, pois todas as caças ao tesouro precisam de uma, e o segundo, tem do seu lado a juventude que o seu mentor Indy não conservou para todo o sempre. Este "miúdo" que atingiu o estrelato com rapidez, conseguiu uma hipótese de provar definitivamente o seu valor ao lado de um dos mais amados da 7ªarte, e brilhar ao lado deste arqueólogo, não está ao alcance de todas as "mini-estrelas".

 

Voltei a sentir a magia destas aventuras, como sentia ao acompanhar o eterno herói, pelas antigas edições VHS, e para dizer a verdade, nem eu esperava que conseguisse fazer isso. E sentir esse simples e puro deslumbramento pela arte, é das melhores coisas que nos pode acontecer na sala de Cinema.

Infelizmente, a realidade não tem esse dom do Cinema, de nos tornar imortais, e Indiana Jones terá de passar o chapéu, a um sucessor, sucessor esse que aparenta estar à altura da tarefa.

 

8.5/10

 

Memorable Quotes

 

Mutt Williams: You're a *teacher*?
Indiana Jones: Part time.
 

Mutt Williams: What's he gonna do now?
Marion Ravenwood: I don't think he plans that far ahead.
Indiana Jones: [pops out from the inside of the truck with a bazooka] I'd cover my ears if I were you!

 

Mutt Williams: Get on, gramps!

 

Agent Irina Spalko: You will help us find it.
Indiana Jones: Always glad to help.

 

 

 

publicado por RJ às 20:45
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Domingo, 11 de Maio de 2008

"The Bucket List"

 

Filme Para Dois Actores

 

Premissa: Edward Cole e Carter Chambers, são dois homens que se vêem a viver os seus últimos dias, mas em vez de os passarem em tristeza, vão fazer com que estes últimos, sejam os melhores tempos que já passaram.

 

Veredicto: A única certeza que temos quando nascemos, é de que um dia iremos morrer. Mas parecemos não dar muita importância a isto, até que o último dia chega, estando nós à espera dele ou não.

Edward Cole e Carter Chambers sabem que apenas viverão mais seis meses de vida, com muita sorte, portanto elaboram uma lista de coisas que querem fazer, de modo a gozarem o mais que possam, enquanto podem.

 

São inevitáveis as comparações entre este "The Bucket List" e "About Schimdt". Ambos têm em comum a viagem pela descoberta da alegria de viver, mas esta "lista da bota" tem uma maior tendência a adquirir tons de comédia.

Não é uma busca tão amarga, triste e melancólica, pois não tem intenções de ser um filme "pesado", tem intenções de ser um filme alegre, mesmo tendo o tema que tem. O facto de ser previsível acaba por resultar no contra, é certo, mas também as intenções julgo serem essas. O objectivo do realizador não passava por fazer um filme que possuísse reviravoltas, ou que fosse mais trágico do que cómico, mas sim que mostrasse uma questão tão dura, de forma a ser melhor apreciada pelas massas.

A mensagem está lá, os espíritos das personagens modificam-se e o fim chega finalmente, como esperávamos que chegasse. O importante não é ter sido recheado de surpresas, o importante é que vos faça, nem que seja por uns minutos, pensar no que já realizaram, no que querem realizar, e no que é realmente importante para vocês.

 

Pode ser um filme feito para dois grandes actores, porém, não vai ser por não estarmos na presença de uma obra-prima, que deixará de merecer o dinheiro gasto.

 

7/10

 

Memorable Quotes

 

Thomas: I'm proud of you.
Edward Cole: Nobody cares what you think.

 

Edward Cole: The simplest thing is... I loved him. And I miss him. Carter and I saw the world together. Which is amazing... When you think that only three months ago, we were complete strangers! I hope that it doesn't sound selfish of me but... the last months of his life were the best months of mine. He saved my life... And he knew it before I did.

 

Edward Cole: What does a snail have to do to reincarnate? Leave the perfect trail of slime?

 

Carter Chambers: Even now I cannot understand the measure of a life, but I can tell you this. I know that when he died, his eyes were closed and his heart was open. And I'm pretty sure he was happy with his final resting place, because he was buried on the mountain. And that was against the law.

 


 

publicado por RJ às 12:28
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Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

"Iron Man"

 

O Herói Estiloso

 

Premissa: Tony Stark, é o rico e genial dono das Stark Industries, uma empresa de material de guerra, que é raptado por terroristas no Afeganistão. Para fugir, Stark elabora uma primeira versão do fato do Iron Man, que usará para defender o mundo, de um mal provocado pela sua própria empresa.

 

Veredicto: A cada Verão que passa, as salas de Cinema são atacadas por novos super-heróis. Ora, é com "Iron Man" que começa a época dos blockbusters, que promete ser grandiosa, em termos de box-office, e esperemos, em termos de qualidade.

 

Hoje em dia, este género de filmes feitos a pensar no entretenimento, tentam desenvolver alguma substância de modo a não serem vistos apenas como "festivais da pipoca". Esta nova adaptação de um comic tem de facto substância, mas convenhamos que antes de tudo o resto, tem Robert Downey Jr.

Se não fosse o desempenho deste actor, a qualidade do filme de John Favreau baixaria certamente uns quantos pontos.

 

"Iron Man" possui a substância que o torna num belo filme de super-heróis, mas é principalmente, estilo. Ver Downey Jr. encarnar um playboy sempre com uma piada na ponta da língua, torna toda a história do homem que defende o mundo de um careca barbudo megalómano, muito melhor.

Esse careca, é Jeff Bridges, actor que já deu mais do que provas de ser notável, mas que aqui não se destaca particularmente, tendo ainda assim uma boa presença no ecrã. Gwyneth Paltrow? Quanto a ela, apenas digo que o lugar de "carinha laroca" presente obrigatoriamente ao lado de qualquer herói, não podia estar melhor preenchido...

 

Na história dos ricaços que percebem que o dinheiro não serve só para comprar carros, e que resolvem defender a justiça, este senhor de armadura high-tech é muito diferente de um outro senhor também ele abastado, mas que se veste de morcego...

Um é da DC e o outro da Marvel, e não há dúvida de que Batman tem um tom muito mais sombrio e interessante. É pois inevitável, lembrar a autêntica lição que Christopher Nolan dá em "Batman Begins" sobre como fazer um filme de uma personagem vinda do mundo dos super-heróis.

Este tem mais estilo do que conteúdo, mas não deixa por isso de estar muito bem feito. É precisamente essa "ligeireza" de Tony Stark que o torna um excelente filme nesta liga dos tipos com fatos coloridos.

É difícil alcançar a profundidade que Nolan conseguiu, mas possuir esta dose de estilo e boa disposição, sem deixar de ter conteúdo, também não é fácil.

 

7.5/10

 

Memorable Quotes

 

Tony Stark: They say the best weapon is one you never have to fire. I prefer the weapon you only need to fire once. That's how dad did it, that's how America does it, and it's worked out pretty well so far.

 

Christine Everheart: Tony Stark! Christine Everheart, Vanity Fair magazine
Tony Stark: Hi, yeah okay, go.
Christine Everheart: Mr. Stark, you've been called the Da Vinci of our time; what do you say to that?
Tony Stark: Absolutely ridiculous, I don't paint.
Christine Everheart: What do you say to your other nickname, the 'Merchant of Death'?
Tony Stark: That's not bad.

 

Tony Stark: Is it better to be feared or respected? And I'd say is it too much to ask for both?

 

Soldier: Is it cool if I get a picture with you?
Tony Stark: Yes. Yes it's very cool. I don't wanna see this on your myspace page. Please, no gang signs. No, throw it up. I'm kidding.

 

 

 

publicado por RJ às 23:49
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