Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

"The Dark Knight"

 

Coração das Trevas

 

Premissa: Bruce Wayne continua a sua luta contra o crime, com a ajuda do Tenente James Gordon, e vê agora no Procurador Distrital Harvey Dent, a hipótese de Gotham ter um herói com rosto. Mas é então que um criminoso conhecido como Joker, dotado de uma mente brilhante, mergulha a cidade no caos...

 

Veredicto: As minhas expectativas para a sequela de "Batman Begins" eram altíssimas, mas mesmo com todo esse entusiasmo criado à volta de imagens que nos fizeram esperar o melhor, fui surpreendido. "The Dark Knight" é ainda melhor do que pensei, e isso, é verdadeiramente extraordinário.

Não me pouparei nas palavras. Esta obra de Christopher Nolan é perfeita. Ultrapassa o anterior e assume-se como uma pura obra-prima da 7ªarte.

 

Sempre achei a questão dos géneros redundante. O facto de muitos pensarem que o género faz o filme, e não o contrário, é absurdo. Pôr esta pérola, esta obra traçada por genialidade, como um banal filme de "acção" ou "super-heróis" entristece-me, pois nunca um filme de um personagem vindo dos comics foi tão negro, tão adulto, tão real e tão profundo. Uma obra-prima pode chegar-nos de qualquer género, pensar o contrário é não respeitar o Cinema.

 

Heath Ledger tem a interpretação da sua vida. O Joker é trazido até nós de forma tão realista, que se torna realmente assustador. É difícil encontrar palavras para descrever semelhante desempenho. É a melhor versão que o grande ecrã viu da personagem, e que provavelmente alguma vez verá. Por muito bom que o de Jack Nicholson tenha sido, não levantava os obstáculos à moralidade do herói que este levanta. Este é brilhante de uma forma que me faz duvidar sobre se alguma vez poderá ser totalmente descrito com simples palavras. A nomeação, e a vitória, nos Óscares seriam merecidas.

 

Tendo o primeiro filme nas suas raízes, questões de natureza humana, que o tornaram uma obra com uma densidade fora do comum, era difícil melhorar tal feito, mas Nolan conseguiu. Os dilemas morais ganham novos contornos e exploram ainda mais a complexa luta para corrigir o mal, e a personalidade do Cavaleiro das Trevas.

Se anteriormente vimos um Bruce Wayne em busca de respostas, e que crê ter encontrado uma forma de combater a injustiça, aqui vêmos que existem coisas capazes de ultrapassar qualquer tipo de lógica, onde a solução pode ser difícil de encontrar.

 

Enquanto símbolo, Wayne torna-se um ideal, torna-se indestrutível, Ganhando rosto, passando a ser um homem, é facilmente currompido. Vê em Harvey Dent, um Cavaleiro Branco de Gotham, um homem que defende os seus ideais e que poderá restaurar a ordem à cidade, mas ao contrário do Batman, uma força capaz de inspirar e aterrorizar o mal, Dent sendo apenas um homem aos olhos dos inimigos da cidade, pode ser destruído, pode ser manipulado para cair nas trevas. O filme acaba por ser sobre esta caída nas trevas, de um personagem com o coração puro.

 

Do lado do mal, o Joker representa um símbolo, mas um símbolo contrário aos princípios do Batman. Os criminosos também ao ganharem um rosto, ao terem um objctivo motivado pela procura de lucro, podem ser combatidos. No entanto, sendo o Joker tal como o Batman um símbolo, mas um símbolo de anarquia, que não é motivado pelo desejo de obter lucro pessoal, mas pelo desejo de mergulhar o mundo no caos, é também indestrutível enquanto ideal do mal.

Enquanto que o Batman age para além da lei, para estabelecer regras num lugar onde elas deixaram de existir, o Joker não tem regras e não conhece limites. É a força do caos, motivada pelo desejo de quebrar as fronteiras e de instalar o pânico, revelando como as pessoas civilizadas se devorarão umas às outras quando as forças que as protegem o deixarem de conseguir fazer. 

Esta mentalidade distante da lógica revela-se no seu ódio pelos esquemas e pelos planos, um dos pontos cruciais da sua personalidade. "Sou um cão a perseguir carros. Não sei o que fazer caso apanhe algum. Apenas faço coisas.". Esta é a verdadeira alma do caos e da anarquia, a ausência de planeamento e o contrariar a ordem. 

Ninguém entra em pânico quando as pessoas "esperadas" morrem, ninguém entra em pânico quando tudo corre de acordo com o planeado, mesmo que o plano seja horrendo. Ao questionar esta mentalidade, ao interferir no que as pessoas estão habituadas a ver e a lidar no seu quotidiano, é instalado o caos.

 

A relação entre o Joker e o Batman é essencial para entender os dilemas do filme. O Joker não tem intenção de matar o seu inimigo pois ao trazer ordem a Gotham, o Batman interferiu com a ordem das coisas, alterou o curso esperado dos acontecimentos, e isto atrai o Joker. Ele acha que o vigilante trouxe demasiada diversão para ser morto, sem ele, voltaria tudo a ser aborrecido. O herói encontra também imensa dificuldade em matar o seu némesis. Fisicamente, este adversário não está à altura dele, a dor dos ataques do Batman dá-lhe prazer, prazer por ver o símbolo da justiça, aproximar-se da loucura dos que defendem o caos. 

 

Uma verdadeira obra-prima. Uma das grandes obras que o Cinema viu nos últimos anos.

 

10/10

 

Memorable Quotes

 

Batman: What did you do?
The Joker: I took Gotham's white knight, and lowered him to our level. It wasn't hard. Y'see, madness, as you know, is like gravity. All it takes is a little...push.

 

The Joker: You'll see, I'll show you, that when the chips are down, these uh... civilized people, they'll eat each other.

 

The Joker: [speaking to Two-Face] Do I really look like a man with a plan, Harvey? I don't have a plan. The mob has plans, the cops have plans. You know what I am, Harvey? I'm a dog chasing cars. I wouldn't know what to do if I caught one. I just *do* things. I'm a wrench in the gears. I *hate* plans. Yours, theirs, everyone's. Maroni has plans. Gordon has plans. Schemers trying to control their worlds. I am not a schemer. I show schemers how pathetic their attempts to control things really are.


The Joker: I am an agent of chaos. And you know the thing about chaos, Harvey? It's fair.
 

Two-Face: You thought we could be decent men in an indecent time. But you were wrong; the world is cruel, and the only morality in a cruel world....is chance.

 

Batman: Why do you want to kill me?
The Joker: [laughs] Kill you? I don't want to kill you! What would I do without you? Go back to ripping off mob dealers? No, no, you... you complete me.
 

Lt. James Gordon: Because he's the hero Gotham deserves, but not the one it needs right now...and so we'll hunt him, because he can take it. Because he's not a hero. He's a silent guardian, a watchful protector...a dark knight.

 

 

 

publicado por RJ às 16:01
link | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

"The Happening"

 

Um Realizador Incompreendido

 

Premissa: Uma ameaça desconhecida, ataca os Estados Unidos, levando um grupo de pessoas a desesperadas lutas pela sobrevivência.

 

Veredicto: Pessoalmente, considero M. Night Shyamalan um dos grandes realizadores da História do Cinema. Domina a arte de fazer filmes como poucos dominam, e as imagens com que presenteia o espectador, transparecem tamanhas emoções, que se tornam difíceis de comparar com quaisquer outras.

 

No entanto, é certo e sabido que, desde "The Sixth Sense", a crítica e o público em geral têm vindo a gostar cada vez menos do seu trabalho. O grande motivo de ódio na sua filmografia é conhecido de todos nós e dá pelo nome de "Lady in the Water". Nele, o realizador fez uma obra de cariz bastante pessoal, totalmente diferente do resto do seu trabalho, resultando num género de "conto de fadas moderno". A obra foi, consequentemente "massacrada". Quanto a mim, não me desiludiu. É certo que é o filme que colocaria em último lugar de todos os que fez, mas mesmo assim consegue ser muito bom.

 

Depois da vinda dessa ninfa da água, muitos temiam o pior de "The Happening". Ao estrear, este filme apocalíptico, se não recebeu críticas tão más como a história de embalar que o antecedeu, esteve muito perto.

Toda esta má opinião sobre o trabalho de Shyamalan, deixa-me perplexo, e fico-o ainda mais, depois deste Acontecimento.

Antes de mais queria deixar um pequeno apontamento quanto às interpretações, onde, se todos estão à altura da tarefa que lhes era pedida, é Zooey Deschanel quem se destaca ao compôr a que é possivelmente, a mais interessante personagem do filme.

 

Se existe um cineasta que sabe filmar as emoções sentidas pelo Homem em momentos extremos, é este. Shyamalan sabe filmar o Medo, de forma assustadoramente perfeita. E esta é uma história que tem por tema de base, isso mesmo, o Medo, mais concretamente o da extinção, e a desesperada luta pela sobrevivência.

Tendo este tema, não poderia deixar de referir, que reflecte um pouco, muitos dos receios das populações após o 11 de Setembro, evocando mesmo esse dia em algumas cenas, (a morte dos operários e o telefonema desesperado de uma rapariga).

 

Necessito ainda de um período de meditação, para poder dizer a ordem concreta, em que colocaria as obras deste mestre, mas no que toca a esta última, sei que, tal como o senti em "The Sixth Sense", "Unbreakable", "Signs" e "The Village", emana perfeição por muitos lados. A forma como o realizador filma, é arrebatadora. Cada plano das suas obras é, perfeição cinematográfica. Perfeição essa que atinge, numa reunião soberba entre imagem e música, esta última, sempre da autoria do excelso James Newton Howard, criando momentos únicos.

 

Este mestre da 7ªarte, volta assim a afirmar o seu talento, e a deixar-me arrebatado e apaixonado pela qualidade do seu Cinema. O que entristece é que a paixão pelas suas histórias seja, cada vez menos, partilhada por um grande número de pessoas.

 

9/10

 

Memorable Quotes

 

Elliot Moore: There are forces at work beyond our understanding.

 

Elliot Moore: Do you remember our first date? You were so quiet.
Alma Moore: You bought me the mood ring.
Elliot Moore: It turned purple when you wore it.
Alma Moore: Then you said "that means you're in love".
Elliot Moore: Got you to talk, didn't it?
Alma Moore: But then we checked the little paper chart and it turned out that it meant that I was horny. You loved that.
Elliot Moore: I had no idea.
Alma Moore: Yours was blue. Peaceful, right?
Elliot Moore: Right.
Alma Moore: What color was love?
Elliot Moore: I don't remember.
Alma Moore: Me neither.

 

Alma Moore: We're so much the same, Jess. I don't like to show my emotions either.

 

 

 

publicado por RJ às 23:00
link | comentar | ver comentários (3) | favorito
Domingo, 18 de Maio de 2008

"The Fly"

 

Metamorfoses

 

Premissa: Considerado um dos melhores remakes de sempre, conta a história Seth Brundle, um brilhante cientista que no decurso de um teste a uma máquina de teletransporte, se funde com uma mosca, começando a sofrer horríveis transformações.

 

Veredicto: "The Fly", é um filme de terror dos anos 80 da autoria de David Cronenberg, e que caracteriza bem o estilo dos filmes deste realizador até "A History of Violence", que inaugurou uma fase um pouco diferente. Aqui, em "Videodrome", "Crash" e "eXistenZ" representa transformações do corpo-humano, e baseia-se bastante no físico.

Ainda assim, o motivo que me leva a apreciar bastante esta fase do Cinema de Cronenberg, é que, contendo transformações físicas nas personagens, consegue sempre obter conflitos psicológicos extremamente interessantes.

 

Neste conto de uma experiência mirabolante falhada, a parte física é importante e impressionante, transmitindo profunda repulsa ao expectador, por ver um homem unir-se a um nojento insecto. A transformação é aterradora, tendo garantido à obra um merecido Óscar de Maquilhagem e na lista de metamorfoses monstruosas da 7ªarte, estrá certamente muito bem classificada, mas ainda assim, considero o conflito psicológico ainda mais interessante.

A mosca não mudará o protagonista apenas fisicamente, causando um simples conflito de aparências. Brundle não será um jovem brilhante incapaz de ter uma realação devido ao corpo em que está preso, não, esta mosca mudará os próprios aspectos da sua personalidade. A cada passo dado na metamorfose física, a sua mente é também conquistada pelo maléfico insecto, que tomará conta da sua personalidade, quer este queira, quer não.

 

O homem é assim reduzido aos seus mais básicos instintos. A certa altura, avisa a sua companheira, de que nunca ouvira falar em "políticas de insecto", precisamente por estes não possuirem nenhumas, e pede-lhe que não o volte a visitar, de modo a evitar magoá-la. Ele deixou de existir, apenas existe um insecto, um monstro, uma criatura tenebrosa que não desistirá de sobreviver, independentemente do que tenha de realizar.

 

Os bons desempenhos de Geena Davis, a jornalista apaixonada, que deixa de reconhecer o homem que ama debaixo da pele da mosca, e Jeff Goldblum, esse homem destruído por um ser à primeira vista insignificante, completam um filme de terror que oferece mais do que simples arrepios, tornando-se num marco do género, e da filmografia do realizador.

 

8/10

 

Memorable Quotes

 

Tawny: [after Seth says it's Tawny's turn to teleport] I'm afraid.
Seth Brundle: Don't be afraid.
Ronnie: No. Be afraid. Be very afraid.
 

Stathis Borans: If you plan to make anything disappear, please let me know - I've got an assistant editor who has outlived his usefulness.

 

Seth Brundle: You have to leave now, and never come back here. Have you ever heard of insect politics? Neither have I. Insects... don't have politics. They're very... brutal. No compassion, no compromise. We can't trust the insect. I'd like to become the first... insect politician. Y'see, I'd like to, but... I'm afraid, uh...
Ronnie: I don't know what you're trying to say.
Seth Brundle: I'm saying... I'm saying I - I'm an insect who dreamt he was a man and loved it. But now the dream is over... and the insect is awake.
Ronnie: No. no, Seth...
Seth Brundle: I'm saying... I'll hurt you if you stay.
 

 

 

publicado por RJ às 19:23
link | comentar | ver comentários (2) | favorito
Domingo, 27 de Abril de 2008

Como Foi, É e Será: Perfeito

 

"Blade Runner" sobreviverá ao teste do tempo, como sobreviveu até agora, e perdurará como um dos melhores filmes já feitos, por muitos outros filmes que se façam e por muitos progressos que sofra esta arte.

 

É profundamente melancólico, seja pela banda sonora ou pelas imagens, sempre azuis e cinzentas, sempre num ambiente perturbado por uma chuva constante, em que nunca se vive de dia, apenas se vive na noite e no crepúsculo.

Fala das questões que afectam mais profundamente a nossa alma, pois a busca dos Replicantes reflecte-se no maior medo do ser humano, o da morte. O de ficar, incompleto, sem ter tempo suficiente para deixar uma marca no mundo, para ser recordado.

 

Não procuramos nós sempre uma maneira de prolongar a vida? E não tentaríamos encontrar desesperadamente uma maneira de o fazer, caso soubessemos que existisse?

O coração desta obra, é o desta busca, que aproxima humanóides e humanos, pois ambos procuram uma forma de adiar o fim.

 

Penso, logo existo. A revolta dos humanóides mostra também um futuro em que as máquinas se tornaram tão perfeitas que são quase impossíveis de distinguir dos humanos. Mas se pensam, se sentem, se amam... continuarão a ser apenas cópias?

 

Por muitas versões que tenham sido criadas, e apesar da minha preferência provavelmente não recair nesta Final Cut, mas na versão com a voz-off de Deckard, as emoções transmitidas por este conto futurista são sempre as mesmas. As imagens de invulgar beleza e ainda assim tristeza. A busca por respostas a perguntas que são impossíveis de responder. 

Uma obra de puro teor filosófico, e símbolo de autêntica perfeição cinematográfica.

 

"All those moments will be lost in time like, tears in the rain."

 

 

 

 

 

publicado por RJ às 14:18
link | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

"About Schmidt"

 

Em Busca da Felicidade

 

Premissa: Incapaz de lidar com a sua súbita reforma, Warren Schmidt procura um sentido para a sua vida.

 

Veredicto: Jack Nicholson, numa interpretação que lhe valeu o Globo de Ouro e a nomeação ao Óscar, encarna um homem para quem tudo deixou de fazer sentido.

Após se reformar a raiva apodera-se dele. Uma raiva que esconde dentro de si, longe dos outros, longe de ser vista... uma mágoa por no fundo saber que desperdiçou o seu tempo.

 

Encontra refúgio na missão de impedir que a sua filha case com um vendedor de colchões de água, que não parece garantir o futuro que deseja assegurar a esta. Com a morte da sua mulher percebe que a relação que manteve durante tantos anos, era um vazio. A sua vida é um vazio, ninguém o conhece verdadeiramente, nem ele se conhece...

Pertenceu a uma grande empresa, possui o necessário para passar o resto da sua vida tranquilo, mas algo continua a faltar... não realizou algo que faça com que seja lembrado, após ele e todos os que o conheceram, partirem.

 

Schmidt empreende aqui a viagem para descobrir o que o fará, ser recordado, o que mudou no mundo.

É um homem triste, um homem muito triste que carrega o fardo de não ter descoberto um sentido para a sua vida. Os bens materiais, família e amigos não substituem uma felicidade que devemos encontrar em nós mesmos.

É então que, num acto de generosidade, decide tornar-se "padrinho" de uma criança que vive em pobreza, enviando-lhe todos os meses dinheiro e uma carta em que desabafa tudo aquilo que perturba a sua mente. Toda a infelicidade.

Torna assim uma criança que nada saberá de problemas que afectam adultos abastados vivendo do outro lado do oceano, sua confidente. Descarrega toda a sua raiva e conta todos os problemas que o afligem, a alguém que provavelmente, será incapaz de os compreender.

 

É nesta criança, símbolo de esperança num mundo melhor, que Schimdt encontrará a Razão, o sentido da sua existência. É num desenho, num sorriso formado no momento em que a cortina se encerra que termina a sua busca pela felicidade.

 

Uma viagem de autodescoberta que todos devemos realizar mais cedo ou mais tarde. Uma busca recheada de pura dúvida e tristeza, que se abate sobre nós, quando vêmos que o fim pode estar a chegar...

 

9/10

 

Memorable Quotes

 

Warren Schmidt: Dear Ndugu...

 

[Warren is on top of the motor home under a starry night]
Warren Schmidt: Helen, what did you really think of me, deep in your heart? Was I really the man you wanted to be with? Was I? Or were you disappointed and too nice to show it? I forgive you for Ray. I forgive you. That was a long time ago, and I know I wasn't always the king of kings. I let you down. I'm sorry, Helen. Can you forgive me? Can you forgive me?
[a shooting star passes by]

 

Warren Schmidt: I know we're all pretty small in the big scheme of things, and I suppose the most you can hope for is to make some kind of difference, but what kind of difference have I made? What in the world is better because of me?

 

Warren Schmidt: Relatively soon, I will die. Maybe in 20 years, maybe tomorrow, it doesn't matter. Once I am dead and everyone who knew me dies too, it will be as though I never existed. What difference has my life made to anyone. None that I can think of. None at all.

 


 

publicado por RJ às 22:56
link | comentar | ver comentários (4) | favorito
Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

"Sweeney Todd - The Demon Barber of Fleet Street"

 

O Sinuoso Caminho da Vingança

 

Premissa: Benjamin Barker é um homem condenado à prisão injustamente, por um juíz que inveja a sua mulher. Após 15 anos de exílio, volta a Londres para iniciar a sua vingança.

 

Veredicto: O poder da obra de Burton é tal que faz de "Sweeney Todd" uma das melhores histórias já contadas na sala de cinema.

A força desta obra é mais do que mestria, é pura paixão.

 

Essa paixão faz deste conto de vingança um filme de uma intensidade tal, que seria injusto não lhe dedicar todas as palavras que merece. Por esta razão, sairá da fornalha deste cinéfilo, um artigo, ou artigos, destinados a explorar esta que é, uma das grandes obras da História.

 

Para não fugir à regra da maioria dos filmes de que falo, faço esta pequena introdução, para aguçar o apetite daqueles que gostam de acompanhar este espaço.

 

10/10

 

Memorable Quotes

 

Mrs. Lovett: Barker, his name was. Benjamin Barker.
Sweeney Todd: What was his crime?
Mrs. Lovett: Foolishness.

 

Sweeney Todd: [holding up one of his razors] At last! My arm is complete again!

 

Sweeney Todd: Now we all deserve to die, even you Mrs. Lovett, even I!

 

Anthony Hope: Is everything alright Mister Todd?
Sweeney Todd: My mind is far from easy, in these once familiar streets I feel shadows... everywhere...
Anthony Hope: Shadows?
Sweeney Todd: ...Ghosts.

 

Sweeney Todd: And I will get him back even as he gloats in the mean time I'll practice on less honorable throats, and my Lucy lies in ashes and I'll never see my girl again!

 

Sweeney Todd: The years, no doubt, have changed me, sir. But then I suppose the face of a barber, the face of a prisoner in the dock, is not particularly memorable.
Judge Turpin: [with immense shock] Benjamin... Barker...
Sweeney Todd: [shouts] Benjamin Barker!

 

 

publicado por RJ às 12:06
link | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

"Fear and Loathing in Las Vegas"

 

Delírio Cinematográfico

 

Premissa: Um jornalista desportivo e o seu advogado partem numa louca viagem para Las Vegas, com a mala do carro cheia de todo o tipo de drogas...

 

Veredicto: O que veríamos se assistissemos a um filme, "pedrados"? Ou, pelo menos com algumas alucinações depois de uma semana a viver no deserto? Nunca experimentei, não tenciono experimentar, e acho que o melhor é ninguém o fazer, mas deduzo que o que alguém sob o efeito de drogas verá num filme, não deve estar longe desta obra de Terry Gilliam.

 

Senhores, esta é sem dúvida uma das mais loucas comédias a que já assisti, e nessa sua loucura, consegue ser, brilhante.

Johnny Depp e Benicio Del Toro são dois actores que fizeram o impensável, interpretar personagens que passam o tempo TODO de uma fita, alucinadas.

 

"Fear and Loathing in Las Vegas" é de um colorido surreal e alucinante. Se pensarmos com clareza, o argumento não é rico, mas apenas os mais cépticos apresentarão reclamações depois de umas magníficas duas horas passadas dentro de um delírio destas proporções.

 

Depp, neste predecessor do Capitão Sparrow, provoca risos involuntários permanentes num filme que, de normal, não tem nada. É pura e simplesmente uma representação e sátira, ao que se passa na mente dos alucinados, e uma sátira ao espírito hippie.

E no meio de tamanha loucura, só faltava um português, e não é que há mesmo um?

 

É o puro delírio cinematográfico, que só podia ter sido realizado por um Monty Pyton, e ganho vida na interpretação do Grande Depp.

 

8/10

 

Memorable Quotes

 

Raoul Duke: You're not Portuguese, man!

 

Raoul Duke: You can turn your back on a person, but, never turn your back on a drug. Especially when it's waving a razor-sharp hunting knife in your eye.

 

Raoul Duke: There was madness in any direction, at any hour. You could strike sparks anywhere. There was a fantastic universal sense that whatever we were doing was right, that we were winning.

 

Raoul Duke: There was evidence in this room of excessive consumption of almost every type of drug known to civilized man since 1544 AD.

 

 

 

publicado por RJ às 22:54
link | comentar | ver comentários (4) | favorito
Domingo, 9 de Dezembro de 2007

"Groundhog Day"

 

 

Premissa: Phil Connors é um jornalista encarregue do boletim metereológico que viaja até uma vila para fazer a cobertura do Dia da Marmota (Groundhog Day), mas que, inexplicávelmente, fica condenado a viver esse mesmo dia, para sempre...

 

Veredicto: Nunca vos aconteceu acordar, ouvir aquelas músicas a passar na rádio, ver aqueles mesmos problemas no trabalho, as pessoas que não mudaram, e ameaçam nunca mudar?

 

Phil Collins acorda, numa longínqua vila na Transilvânia para fazer a cobertura das festividades do dia 2 de Fevereiro, Dia da Marmota.

Levanta-se, ouve a mesma música na rádio, cruza-se com as mesmas pessoas, que lhe dizem exactamente as mesmas coisas que disseram no dia anterior... Ele só tem um dia para viver, o 2 de Fevereiro, e quando acordar às 6 da manhã, o mundo à sua volta irá agir como agiu antes...

 

Este só tem uma hipótese: tornar aquele dia, cada vez melhor, torná-lo no melhor da sua vida porque é o único que lhe resta.

Conhecer a pouco e pouco a mulher que ama e amá-la, porque só tem um dia para o fazer. Quando acordar tudo voltará atrás e esse amor ter-se-á perdido, para Phill o conquistar novamente...

 

Ao contrário de Bill Murray, só podemos viver cada dia uma vez...

Só podemos amar uma pessoa uma vez, e cometer os erros que temos de cometer sem poder voltar atrás. Não vivemos para sempre em bons ou maus momentos, tudo é passageiro. Vamos desejar voltar a estar no calor de uma bela noite de Natal com a família, quando as dificuldades se aproximarem, mas sabemos que as dificuldades são o que tornam quentes esses momentos. E é por isso que temos de lutar.

 

Se este for o teu último dia, o que farás com ele? Chora, ri e ama, sem hesitações.

 

9/10

 

Memorable Quotes

 

Phil: Well, what if there is no tomorrow? There wasn't one today.

 

Rita: What did you do today?
Phil: Oh, same-old same-old.

 

Nurse: Sometimes, people just die.
Phil: Not today.

 

Phil: This is one time where television really fails to capture the true excitement of a large squirrel predicting the weather.

 

 

publicado por RJ às 18:29
link | comentar | ver comentários (5) | favorito
Domingo, 4 de Novembro de 2007

"Sleepy Hollow"

 

Premissa: O detective Ichabod Crane é enviado até Sleepy Hollow para desvendar uma série de crimes causados pelo aparecimento do lendário Cavaleiro Sem-Cabeça.

 

Veredicto: Comecemos por falar no elenco. "Sleepy Hollow" conta com um leque de bons actores formidável, onde podemos encontrar Johnny Depp, Christina Ricci, Michael Gambon, Ian McDiarmid, Miranda Richardson, Richard Griffiths e as curtas aparições de Christopher Lee, Martin Landau e Christopher Walken, um homem de poucas, ou nenhumas, palavras. No entanto, se pensam que a qualidade do filme fica pelo elenco, meus amigos, como estão enganados.

 

Tim Burton cria uma atmosfera de pesadelo, sem cor, onde predominam paisagens negras cobertas de nevoeiro.

No fundo, é uma homenagem única e apaixonante ao cinema de terror, que ao contrário da maioria dos filmes criados para causar arrepios, fica na memória de qualquer cinéfilo.

 

Johnny Depp interpreta de forma notável um personagem que marca outra das mui interessantes reflexões vindas da mente de Burton, o confronto da religião e da ciência. Ichabod Crane entra na misteriosa vila de Sleepy Hollow decidido a provar que os crimes nada têm a ver com bruxas ou cavaleiros do outro mundo, mas está condenado a mudar de ideias quando a série de crimes horrendos causados pelo Cavaleiro continua, começando a esquecer a sua visão cientificamente correcta da vida...  

 

Mais do que um simples filme de fantasia, outra prova dos dotes de Tim Burton como artista no campo visual.

 

9/10

 

Memorable Quotes

 

Reverend Steenwyck: Their heads weren't found severed. Their heads were not found at all.
Ichabod Crane: The heads are... gone?
Notary James Hardenbrook: Taken. Taken by the Headless Horseman. Taken back to hell.

 

Lady Van Tassel: Watch your heads.

 

Young Masbath: Is he dead?
Ichabod Crane: That's the problem. He was dead to begin with.

 

Ichabod Crane: It is truth, but truth is not always appearance.

 

 

publicado por RJ às 12:00
link | comentar | ver comentários (3) | favorito
Sábado, 29 de Setembro de 2007

"Stranger Than Fiction"

 

Premissa: Harold Crick é um homem cuja vida começa a ser narrada por uma escritora que anda a trabalhar no seu novo romance, narração essa que apenas Harold consegue ouvir e que começa a afectar a sua vida.

 

Veredicto: Desde sempre que o Homem se questiona sobre o seu propósito neste mundo. Haverá um grande plano, ou seremos pura e simplesmente... uma insignificância?

 

Harold é um simples Homem que se encontra com todas estas questões, da forma mais improvável, quando uma escritora começa a escrever sobre uma pessoa, que, por grande coincidência, é ele!

 

Will Ferrel, que normalmente pode ser encontrado em comédias com pouco jeito para fazer rir, arranca aqui aquela que é a melhor interpretação da sua carreira, numa história que não cai em humor fácil, e que de forma extremamente original te pode pôr a reflectir, sobre inúmeras questões.

 

Alguém que enfrenta o seu destino, que mesmo sabendo o que o aguarda continua a caminhar a sua sinuosa estrada, não é alguém que merece viver? E a capacidade de aceitar o que nos espera inevitavelmente, não é das grandes virtudes do ser-humano?

 

Estará o nosso destino a ser controlado por um escritor que se encontra num plano bem acima de nós? E não seremos nós no fundo, os escritores das vidas de todas as pequenas coisas que vivem tranquilamente abaixo dos nossos pés?

 

8/10

 

Memorable Quotes

 

Harold Crick: You don't understand that this isn't a story to me, it's my life! I want to live!

 

Dr. Jules Hilbert: Because he's real?
Kay Eiffel: Because it's a book about a man who doesn't know he's about to die. And then dies. But if a man does know he's about to die and dies anyway. Dies- dies willingly, knowing that he could stop it, then- I mean, isn't that the type of man who you want to keep alive?

 

Kay Eiffel: [narrating] And so he did what countless punk-rock songs had told him to do so many times before: he lived his life.

 

 

 

 

publicado por RJ às 22:29
link | comentar | favorito

.mais sobre mim


. ver perfil

. 20 seguidores

.pesquisar

.Agosto 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Na Antártida também ningu...

. O triunfo da luz

. O labirinto urbano

. Os épicos anos 60

. "Hot Fuzz"

. "Casablanca"

. "Romeo + Juliet"

. Star-crossed lovers

. Sem Palavras

. "Batman Returns"

.arquivos

. Agosto 2012

. Junho 2012

. Fevereiro 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds