Tal como hoje se contam a filhos e netos, como em tempos se escrevia numa complicada e trabalhosa máquina de escrever, e não num computador, ou até mesmo de alturas em que nem máquinas de escrever haviam e tudo era feito à mão, começam agora a surgir outras destas histórias de "contar à lareira": a história da antiga sala de Cinema.
Conheci em tempos, uma sala de Cinema, que agora adjectivarão de antiga. E chamar-lhe-ão antiga, porque remonta a um tempo em que as alegrias desta belíssima arte não eram vividas nos últimos pisos dos centros comerciais. Esta sala era algo que restava de tempos em que o Cinema era, imagine-se, considerado um evento social.
Mas afinal, o que é isto de evento social? Ora, tratava-se de quando as pessoas escolhiam cuidadosamente a sua roupa, e planeavam cuidadosamente a sua noite para irem ao Cinema. Nos dias de hoje, chamar ao Cinema um evento social parece despropositado. A ópera talvez seja um evento social, um concerto de música clássica, o teatro possivelmente, mas o Cinema?
A verdade, é que para qualquer amante do Cinema, o Cinema é sagrado. Daí qualquer amante de Cinema preferir ir até uma sala, a ver um filme numa cópia pirata de má qualidade, ou mesmo esperar para o alugar em DVD. É esta magia que a 7ªarte desperta em nós que é importante, mas poderá alguma da magia do Cinema ter-se perdido?

Existia uma sensação mágica em ir até àquela velha e enorme sala de Cinema, maior do que qualquer sala que encontro hoje em centros comerciais.
O Cinema tinha a sua própria casa, não um apartamento alugado por cima de supermercados e McDonalds. Chamem-me louco, mas era havia uma mística especial nas antigas salas de Cinema. Hoje, com os centros comerciais, a magia de nos dirigirmos exclusivamente ao Cinema perdeu-se. Já não existe aquele encanto à volta daquele lugar, a bilheteira parece banal mesmo ali o lado de dezenas de lojas.
Quanto a ter sido em tempos considerado um evento social, isso também fazia parte desta mística e também se perdeu. A maioria das pessoas considerava nesses tempos áureos, a sala de Cinema como algo verdadeiramente fascinante, e um grande evento na sua agenda semanal. Actualmente, no centro comercial, perde-se esse fascínio, já nem os jovens têm a sensação de que aquela sala escura encerra algo pura e simplesmente encantador. É banal, e sai-se do filme em direcção ao estabelcimento de fast-food ou de roupa de marca mais próximo, sem saborear o que se passou quando estivemos ali sentados perante simples imagens em movimento.
O Cinema será sempre especial, pelo menos continuará a ser especial para mim. Mas tal como uma outra história de "contar à lareira", também popular entre cinéfilos, que é a dos clubes de vídeo, a das antigas salas de Cinema encerra uma mensagem. O Cinema é especial dentro de nós, e é aí que nos encontramos verdadeiramente com o que ele nos tem para oferecer. Só ele nos faz rir e chorar, nos torna pessoas melhores quando abandonamos a sala, porém, estes contos de tempos em que o Cinema era diferente, revelam que havia tempos em que toda outra magia circulava à volta de ir ver um filme.
A história dos clubes de vídeo é outra. Outrora os clubes de vídeo eram lugares de debate cinematográfico, tinham secções de velhos clássicos e de filmes de série B, hoje também esses espaços se renderam às leis do que é comercial. Sim, porque hoje em dia conseguir encontrar um filme da década de 80 nas suas prateleiras pode ser difícil, quanto mais um da de 70 ou 60?
Divertido fiquei eu um dia, quando o rapaz do clube de vídeo, após eu tirar da prateleira, o "8MM" com o Nicolas Cage, um filme de 1999, me diz que eu gostava de "filmes velhos". Caramba, o que me diria ele se eu tivesse nas mãos um filmes a preto e branco?
Os clubes de vídeo são um exemplo a acrescentar ao das salas de Cinema. Porque nos antigos clubes de vídeo também havia magia, e muitos e bons filmes para serem descobertos. Visitava-se o clube de vídeo para descobrir, hoje visita-se o clube de vídeo para requisitar êxitos que sairam na semana passada.
Regressando à história da antiga sala de Cinema, confesso que espero nunca me esquecer daquela magia, daquela sensação especial.
O Cinema será sempre o Cinema. Será sempre mágico e nunca deixarei de o amar. Nunca deixarei, mesmo numa sala por cima de supermercados e McDonalds, de sentir o que sinto quando me aproximo desta arte e sou tocado por ela. Mas confesso que terei sempre saudades da altura em que se olhava para a sala de Cinema com outros olhos e se reconhecia nela sinais de outra magia. As mudanças são normais, e sabemos lá onde estará o Cinema daqui a uns quantos anos, mas deixar de contar a história da antiga sala de Cinema, é perder um pouco, daquilo que o Cinema significa.
À semelhança do que fiz o ano passado, deixo ao leitor algumas sugestões para prendas a oferecer este Natal. As sugestões passam todas claro, por filmes.
Todos os DVDs se encontram na Fnac, e não, não estou a ser pago para fazer publicidade.
"The Dark Knight" - Edição Especial Batpod (29,95 €)

Este parece ser o grande artigo para o Natal. É a edição em DVD de dois discos, mas com o batpod do Cavaleiro das Trevas incorporado. Sem dúvida, a edição que a obra-prima de Christopher Nolan merece.
Para além desta, existem outras edições simples, e uma com a máscara do Batman, mas esta é de facto a minha preferida.
Colecção Indiana Jones (49,95 €)

Que melhor forma de ter finalmente as aventuras de uma das personagens mais marcantes do Cinema, do que com esta colecção, que contem todas as quatro?
Para os que já possuirem as três aventuras mais "antigas", existem edições especiais da deste ano, também com muita qualidade.
"Casablanca" - Ultimate Collector's Edition (29,95 €)

Para o clássico que é considerado um dos melhores filmes de sempre, que melhor edição do que esta?
Tem três discos, e para além de documentários, contem, para quem aprecia estes pequenos mimos de coleccionador, uma carteira para passaporte e etiqueta de bagagem, um livro de 48 páginas com fotos e 10 cartões.
"The Godfather Trilogy" - O Restauro de Coppola (29,95 €)

Este épico sobre a família Corleone já foi considerado vezes sem conta, a melhor obra da História do Cinema. Filmes que, talvez com destaque para o primeiro e segundo, são puramente brilhantes, e mostram enorme mestria nesta arte de fazer Cinema.
Imperdível na colecção de qualquer cinéfilo.
"Vertigo" - Edição Especial (14,95 €)

Obras do mestre Alfred Hitchcock são outro elemento que não pode escapar ao olhar de amantes de Cinema. "Vertigo", talvez o melhor do realizador, será uma prenda acertada para quem gosta, não apenas do que é "clássico", mas do que é de facto, arte.
"Quo Vadis" - Ultimate Collector's Edition (24,95 €)

Outro clássico, (este um filme que costuma passar na TV em alturas de Páscoa, se bem me recordo), numa edição de luxo. Não irá atrair todo o tipo de "espectador", mas é sem dúvida um filme a ver. Os amantes da obra, têm aqui a oportunidade de possuir uma edição que lhe fará justiça.
"300" - Edição Especial Limitada (24,95 €)

Não fiquei fã do filme de Zack Snyder, mas é impossível ficar indiferente à fantástica componente visual que apresenta. Adaptação de um trabalho de Frank Miller, a história pode não ser muito rica, mas a obra tem puramente um papel visual, ao mostrar a potencialidade daquilo que "se faz com os computadores" nos dias que correm.
Esta edição, para os amantes do filme, talvez seja mesmo a prenda ideal.
"Get Smart" - Edição Especial (24,95 €)

Para apreciadores de boa comédia, já que o filme se revelou uma pequena surpresa do verão, fãs do inegável talento de Steve Carrell, ou fãs da série, esta é uma edição que, nem que seja pela sua originalidade, (já que vem em forma de sapato), pode revelar-se uma excelente prenda.
Colecção Harry Potter (84,95 €)

Não será a prenda mais económica, e talvez possa ser preferível adquirir os filmes em separado, especialmente por estes já estarem a melhor preço, mas para fãs da saga Harry Potter, ou da fantasia em geral, este pacote que junta as edições especiais dos cinco filmes já lançados da série, com imensos extras, é definitivamente ideal para a colecção cinematográfica. Afinal, apesar de não se tratar de uma obra-prima e do seu reconhecimento pela crítica não ser o maior, a saga do feiticeiro é ainda assim, uma boa aventura para todas as idades, e para toda a família.
"Fight Club" - Definitive Edition (14,95 €)

O filme de culto de David Fincher, com Brad Pitt e Edward Norton, é uma prenda que qualquer amante de Cinema irá apreciar.
A influência que esta obra teve na arte é imensa, e a sua legião de fãs, enorme. Basta ver que Tyler Durden foi há pouco tempo considerado a melhor personagem de sempre do Cinema...
"Silence of the Lambs" - Definitive Edition (14,95 €)

O filme que deu a Anthony Hopkins o Óscar e o celebrizou no papel de Hannibal, como um dos melhores vilões de sempre.
Outros bons filmes na colecção "Definitive Editions", aqui!
"Pan's Labyrinth" - Edição Especial (9,99 €)

Uma pérola de Guillermo Del Toro, e provavelmente a melhor fantasia a seguir a "The Lord of the Rings". É um filme mágico, comovente e apaixonante. com visual e música perfeitos.
"Eastern Promises" (11,95 €)

Forte, violento, sublime. Do realizador de culto que é David Cronenberg, chega-nos este filme, um dos melhores do ano passado, que apaixonou este vosso amigo cinéfilo.
Deu a Viggo Mortensen a sua primeira, e merecida, nomeação ao Óscar.
Quando tudo o resto desmorona à nossa volta, a única forma de manter a sanidade é agarrarmo-nos a algo, por mais pequeno que seja.
O piano, qual barco salva-vidas, leva estes dois homens a descobrirem-se, a sobreviverem.

1900 - "
La Leggenda del Pianista Sull'Oceano"
Abandonado no Ano Novo num barco de cruzeiro, é criado nesse barco e é-lhe dado o nome do ano que nasceu juntamente com ele. Dos fornos de carvão do barco, viaja até aos salões luxuosos onde descobre um talento formidável para o piano.
O resto do mundo, não o entende e não o quer tentar entender. O barco e o piano são o seu mundo, afinal, nas suas próprias palavras, o barco tem um começo e um fim, e um piano tem um começo e um fim, e com as suas teclas a música é infinita. No mundo que se estende até onde a vista alcança, não consegue distinguir um princípio e fim, um propósito.
Com este filme emocionei-me, como poucos outros filmes me souberam emocionar.

Wladyslaw Szpilman - "The Pianist"
Com a invasão da Alemanha à Polónia, perde a casa, a vida como pianista na rádio e a família. Sozinho, por entre os escombros de Varsóvia, incia-se uma surpreendente viagem de sobrevivência. Mais dolorosos do que os tormentos físicos, são os psicológicos que lhe ameaçam destruir a sanidade. O piano, a sua paixão, é o que o impede de enlouquecer. Mesmo sentado num canto escuro e sujo, é o imaginar de percorrer todas aquelas teclas que suporta o que resta dele.
Provas de como o Cinema é mais do que apaixonante, mais do que apenas uma das artes. É tanto que não conseguimos explicar, que tudo o que possamos dizer fica sempre aquém.
Se me pedirem para dizer o que é o Cinema, direi que o Cinema são todas as lágrimas provocadas por histórias como estas.
Afinal, o que são todas as palavras que consigamos usar, comparadas com uma lágrima?
Eu sou daquelas pessoas que considera a sala de Cinema um pequeno santuário. Ir ver um filme é um momento mágico, desde o procurar de um lugar para estacionar até ao roer das unhas nas filas de espera da bilheteira. Para mim a pirataria não substitui esta jornada mágica, esta ida até uma simples sala escura com ecrã grande, que se revela um templo do saber.
Mas a paz deste santuário, é muitas vezes perturbada.
Lancei-me, decidido a encontrar as coisas que mais perturbam quem ama Cinema e gosta de ter paz e ordem na sala para apreciar um filme. Afinal, viver o Cinema, chorar e rir com ele, não pode fazer com que se impeça outros de disfrutar do seu tempo neste canto afastado de preocupações...

Pequenada e Adolescentes
Não me interpretem mal, adoro ver pessoal jovem a apaixonar-se por Cinema, mas a verdade, é que cada vez mais, tenho dificuldade em encontrar um jovem que não perturbe a sessão. Os pequenos muitas vezes não percebem o filme e fazem barulho, mas a culpa aqui também pode muito bem ser dos pais... Estes encarregados de educação deveriam tomar mais atenção aos filmes a que levam os filhos. Ainda há pouco tempo, quando vou ver o novo James Bond, me deparo com pequenada que tem seguramente, entre sete e nove anos. Será que os adultos já não tomam atenção ao tipo de filmes a que levam os filhotes?
Os adolescentes ainda me irritam mais, confesso. Afinal, se às crianças pode ser dado um "desconto", estes já têm idade para se comportar. Aguentar ver um filme, rodeado de jovens com hormonas aos saltos, não é para qualquer um...
Ruídos de Pipocas
Não me importo de acompanhar pessoal amigo, se estes gostarem de comer pipocas a ver filmes com muita explosão e tiros, mas não sou grande adepto desta moda de comer na sala de Cinema. E o ruído das pipocas consegue ser bem irritante...
Erros na Projecção
Neste departamento, nunca me aconteceu nada de muito grave. Há histórias de microfones, que são culpa do próprio Cinema, mas que eu, sinceramente, nunca encontrei. Aconteceu a uma pessoa minha amiga, ver a visualização interrompida, devido a uma falta de luz, e teve de acabar de ver o filme num outro dia.
Intervalos
Este não é o pior, mas prefiro filmes sem intervalo. Esta pausa de meia-dúzia de minutos acaba por quebrar o ritmo do filme, especialmente quando não se toma cuidado na altura a colocar o intervalo, e este aparece a meio de falas, cenas de acção, e outros momentos importantes.
Telemóveis
Tal como o ruído das pipocas, o toque de telemóvel é aborrecido. Por algum motivo é dito que o desliguem...
Comentários Despropositados
Comentar o que se está a passar no ecrã, lançando piadas como é comum, mostra um necessidade em querer receber atenção, preocupante. E não são só os jovens que fazem isto...
Lembrem-se, no dia em que o Cinema for interactivo poderão falar com os actores, e até insultar o realizador (baixinho para mais ninguém ouvir), por agora, as pessoas que aparecem no ecrã não vos conseguem ouvir...
Desmancha-Prazeres
Este encontra-se muito nos filmes baseados em livros, e sagas ou trilogias. Consta que acontece bastante nos filmes do Harry Potter. São aqueles que gostam de ir contando o que vai acontecer daí a dez minutos, ou na aventura seguinte.
Conversa Fiada
Este é um dos mais aborrecidos. Aconteceu-me já algumas vezes, mas a pior foi quando duas senhoras atrás de mim, decidiram pôr a tertúlia em dia, e em voz alta. Acho que o tema chegou a abordar debates sobre electrodomésticos e histórias de primos em terceiro grau. Isto acabou por provocar uma discussão na sala de Cinema, mas felizmente, tudo se passou apenas durante os anúncios, e durante o filme, houve silêncio.
E vocês, o que acham que mais perturba o momento sagrado de visualizar um filme? E que histórias guardam de experiências desagradáveis que impediram o apreciar da obra?
Num futuro não muito distante, as máquinas tomam conta do planeta, e os humanos lutam arduamente pela sobrevivência. Nesta longa e dura guerra, surgirá um herói, o líder das forças humanas, de nome John Connor.
Sendo que Connor é decisivo em todo o conflito, as máquinas não olham a meios para o eliminar, e têm enviado unidades suas a viajar no Tempo, para tentar eliminar este herói em várias fases da sua vida. Os humanos, têm também enviado protectores, como forma de garantir o insucesso dos diabólicos planos das máquinas.
Mas eis que a coisa se torna complicada, quando é descoberto que, no tempo em que bárbaros dominavam a Terra com a ajuda de grandes espadas e uns quilos de músculo, um dos mais afastados antepassados de John Connor se envolveu numa zaragata com o bárbaro mais terrível da aldeia: Conan.
Para impedir que Conan elimine este Connor muito, muito afastado, e torne a árvore geneológica da família do salvador da humanidade, significantemente mais curta, um Terminator do lado do Bem viaja mais longe do que nunca no Tempo, e irá tentar travar Conan, numa sangrenta batalha.
E isto porque, o único adversário à altura do monte de músculos Arnold Schwarzenegger, no tempo em que não se dedicava à política, é o próprio Arnold!
Entre estes dois grandes heróis interpretados pelo governador da Califórnia, sobre o qual recai a vossa preferência?
Terminator VS Conan

(como sempre, a minha escolha, deixo nos comentários)

Shtarker: Too bad about all the dead movie stars.
Siegfried: Yes. What will we do without their razor-sharp political advice.
-
Siegfried: How do I know you're not Control?
Maxwell Smart: If I were Control, you'd already be dead.
Siegfried: If you were Control, you'd already be dead.
Maxwell Smart: Neither of us is dead, so I am obviously not from Control.
Shtarker: That actually makes sense.

Está terminada a chamada silly season, aquele período do Verão em que ficamos com menos preocupações, e aproveitamos para ir até um destino exótico, ou simplesmente à praia mais próxima. É uma altura marcada nos meios de comunicação como uma altura de notícias mais "ligeiras" e "tontas". No Cinema, é uma das alturas preferidas dos estúdios, que, com a miudagem fora da escola, podem estrear blockbusters e esperar que os milhões entrem nos seus bolsos.
As salas são invadidas por filmes também eles "ligeiros" e "tontos", dando prioridade à boa-disposição e deixando cabisbaixos os que desesperam, trancados nalgum lado como forma de não serem atacados pelo divertimento destes "filmes menores que apenas servem para as massas", a aguardar pela chegada de "obras sérias e inteligentes".
A verdade é que considerar este período como marcado por filmes de baixa qualidade que só servem para fazer dinheiro e não são "marcos cinematográficos" é não querer perturbar a imagem de "sério amante e conhecedor de Cinema" que tanto se esforçou por cultivar. Amar o Cinema também é amar as alegrias que este nos traz, e não precisamos de uma obra-prima para nos conseguirmos divertir num dia a qualquer hora.
Pode ser difícil encontrar obras-primas dentro de blockbusters desta época quente, mas não será impossível, até porque basta todos gostarmos da 7ªarte de forma diferente para diferir o que é ou não um excelente filme. São inúmeros os filmes que nos mostram que ter a etiqueta de blockbuster não tem a ver com ter pouca qualidade. Este ano foi Christopher Nolan que o provou, estreando um filme de um super-herói, destinado a fazer milhões, e que não só é mais destinado a adultos do que a jovens com a cabeça preenchida por parvoíce, como é uma autêntica obra-prima.

Mas mesmo os que não são obras-primas, não devem ser ostracizados e tratados pelos conhecedores do Cinema, como coisas pouco merecedoras de atenção. Conseguir passar um bom bocado a ver um filme, é das coisas que mais identifica alguém que ama esta arte.
É verdade que no conjunto de filmes de entreternimento é dificil encontrar um que seja óptimo, e é verdade que se encontram muitos que são maus. Mas encontramos sempre vários que nos divertem. E se também é verdade que o sonho de qualquer realizador é fazer uma obra-prima, também é verdade que basta saber que trouxe alegria durante hora e meia a alguém, para ele também sentir orgulho no seu trabalho.
No entreternimento, como em qualquer outro género, existem filmes maus, filmes bons e filmes óptimos. Achá-lo um género menor não será correcto, porque entreter é a base de fundação do Cinema.
Devemos sempre distinguir entre os filmes que nos divertem e os que nos fazem apaixonar pelo Cinema. Entre os pequenos amores de Verão, ou de outra altura festiva qualquer, e das paixões que nos perseguem uma vida inteira. Mas esses pequenos amores também nos trouxeram muita felicidade.

"The Dark Knight" está nas salas e é uma obra-prima. Mas o que reserva o futuro para o Cavaleiro das Trevas? Com o sucesso do filme, haverá certamente um terceiro, mas voltará Christopher Nolan?
A questão que se coloca é: como superar, ou igualar, a qualidade deste filme, principalmente dado que não poderemos contar com o Joker?
Deverá deixar-se o Joker perdurar com a brilhante interpretação de Heath Ledger, ou poderá apostar-se num novo actor para o papel? E nesse caso, quem?
Ao optar por trazer um novo vilão, qual personagem do universo de Batman se adequará melhor ao tom que Nolan deu à história?
Os nomes mais fortes, e aqueles em que eu também apostaria, são os de Catwoman e The Riddler. O maior problema, creio ser encontrar um novo teste e novos obstáculos à moral do herói, que já foi em "The Dark Knight" testada de forma tão intensa. Mas o segredo está na abordagem feita aos personagens, e Nolan já provou ser genial, portanto confio que poderá adaptar bem estes dois vilões.
E em que actor apostariam para interpretar a Catwoman, o The Riddler, ou outro que considerem mais adequado?
Isto vai parecer muito pouco original, mas as minhas apostas são as mesmas da Empire:
Para Catwoman, Emily Blunt parece-me acertada.

No que toca ao The Riddler, também gostaria de ver Casey Affleck no papel. Surpreendeu-me em "Gone Baby Gone" e "The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford", tendo um potencial enorme. Mostra no grande ecrã possuir um carisma capaz de fazer um vilão interessante, que nas mãos de Nolan se afastaria da interpretação de Jim Carrey em "Batman Forever" e poderia ganhar maior complexidade.

Agora, espero pelas vossas sugestões...
UPDATE: Parece que Angelina Jolie está interessada em interpretar a Catwoman. É uma escolha qe não me agrada, principalmente por parecer demasiado "óbvia" e por ter essencialmente a funçao de atrair pessoas à bilheteira. Neste universo de Christopher Nolan, é necessária uma actriz que saiba compôr uma personagem cativante, e que não se limite a atrair pessoas pela sua fama.
Outra novidade é o rumor que lança o Grande Johnny Depp como um forte candidato a interpretar o The Riddler. Quem por aqui passa conhece a minha admiração por este actor, portanto parece-me uma excelente opção. Depp pode sem dúvida alguma compôr um vilão à altura deste Joker, mas apesar de tudo, acho que Casey Affleck se revelaria uma escolha muito acertada.
Desta vez trago-vos um duelo no velho Oeste, sobre a música do genial Ennio Morricone, quando duas personagens de Sergio Leone se encontram...
Uma brisa percorre a paisagem árida, e traz o som de uma harmónica a tocar... Começa a ser visível a figura de Charles Bronson, no meio da poeira.
Do outro lado deste palco, um outro homem, vestido com um poncho e o habitual chapéu, ergue os olhos que se cruzam com os do adversário.
Antes de chegar a Frank, o desconhecido vulgarmente chamado de Harmonica, ainda tem de ajustar contas com outro associado do grupo de bandidos... Mas este tem a cabeça a prémio, e Clint Eastwood, Man With No Name (tratado ao longo da "trilogia dos doláres" por Joe/Monco/Blondie), quer receber a choruda recompensa... O maior confronto que o Oeste teve o prazer de ver, está prestes a começar.
Harmonica VS Man With No Name


Entre estes dois heróis do western spaghetti, qual escolhem como vencedor?
Quentin Tarantino, visto por alguns como um realizador que faz obras demasiado focadas na violência, é considerado por outros, incluindo eu, um dos melhores realizadores da actualidade.
Levou ao grande ecrã histórias apelidadas de obras-primas, e dos seus seis filmes, apenas um não atinge o pódio: "Death Proof". Esta metade do projecto "Grindhouse" resulta em algo cheio do habitual estilo de Tarantino, claramente superior a "Planet Terror" de Robert Rodriguez mas distante do resto da filmografia do realizador.
Como devo publicar nos próximos dias, um artigo a explorar a minha paixão pelo melhor trabalho de Tarantino, (que ocupa a primeira posição nesta lista), deixo-vos o seu TOP 5:
5
"Death Proof"

4
"Jackie Brown"

3
"Reservoir Dogs"

2
"Pulp Fiction"

1
"Kill Bill" (Vol. 1 & Vol. 2)

. O Homem-Aranha da geração...
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. Inesquecíveis
. LotR: The Fellowship of the Ring
. LotR: The Return of the King
. Heat
. 21 Grams
. The Good, the Bad and the Ugly
. Se7en
. Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl
. Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest
. Big Fish
. Fear and Loathing in Las Vegas
. O Estranho Mundo de Tim Burton
. O Terrível Barbeiro
. 2011
. Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides
. Harry Potter and the Deathly Hallows - Part II
. The Ward
. 2010
. Prince of Persia: The Sands of Time
. Harry Potter and the Deathly Hallows - Part I
. 2009
. Harry Potter and the Half-Blood Prince
. 2008
. Sweeney Todd - The Demon Barber of Fleet Street
. Juno
. U2 3D
. Iron Man
. Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull
. Wanted
. Hancock
. The X-Files: I Want to Believe
. WALL·E
. 2007
. Babel
. 300
. Sunshine
. TMNT
. Pirates of the Caribbean: At World's End
. Fantastic Four - Rise of the Silver Surfer
. Zodiac
. Harry Potter and the Order of the Phoenix
. Next
. Stardust
. National Treasure: Book of Secrets
. 2007 - DVD
. Shooter
. 2006
. Eragon
. Na Prateleira
. Charlie and the Chocolate Factory
. Tarzan
. Déjà Vu
. Harry Potter and the Prisoner of Azkaban
. eXistenZ
. Séries
. House
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. TOP 5 - John Carpenter - Os Filmes
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. Empire
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