Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

"The Incredible Hulk"

 

 

O Blockbuster Que Me Surpreendeu

 

Premissa: O cientista Bruce Banner vive escondido no Brasil, à procura de uma cura para a radiação que o transforma num monstro. Mas quando Emil Blonsky, um soldado à beira da reforma, vê este monstro como o adversário ideal, e se transforma no terrível The Abomination, a esperança reside em Banner, que terá de aprender a controlar o seu poder, para o usar.

 

Veredicto: Ao contrário da maioria, gostei do "Hulk" de Ang Lee. O realizador conseguiu fazer algo mais psicológico do que pirotécnico, e caracterizou Bruce Banner de forma bastante interessante, como um homem numa constante e complexa luta contra o seu lado verde e furioso.

Mas não era isso que os fãs queriam ver. Os fãs queriam ver o grandalhão de clorofila fazer o que faz melhor, esmagar coisas, e isto prova que no fundo, ou o público não sabe muito bem o que quer, ou o melhor é mesmo conseguir atingir um certo equilíbrio. Ang Lee não focava demasiado a acção, e tal pode ter aborrecido muitas pessoas, porém, quando chega às salas um filme que o que tem, é sobretudo acção, o público reclama por não haver suficiente desenvolvimento de personagens... enfim.

Caracterizar bem personagens é importante, mas convenhamos que, quando compramos um bilhete para ver um divertimento de super-heróis, não estamos à espera de ver algo com imensa profundidade, apenas a profundidade necessária para que não se torne, "oco".

 

Nesta segunda ida do Hulk às salas de Cinema, a Marvel queria fazer um filme que fosse 90% entretenimento e pirotécnia. Para isto contratou Louis Leterrier, o tipo dos filmes "Transporter", ou seja, o típico realizador de blockbusters. Logo, como previsto, todas as cenas de acção foram incrivelmente bem feitas, e gostei mais deste visual do Hulk.

Edward Norton, Liv Tyler, Tim Roth e William Hurt são o grupo de excelentes actores que preenche a ficha técnica, e todos fazem o melhor que podem, dentro daquilo que seria de esperar, com destaque para o protagonista.

 

Ora, eu esperava que o resultado fosse razoável, mas sem "alma", e as minhas expectativas foram superadas. É verdade que "The Incredible Hulk" é puro entretenimento, tem o dobro da acção da primeira aventura, e tenciona perder o máximo de tempo possível com o grandalhão a virar tanques ao contrário, sendo portanto o trabalho de Ang Lee, superior ao de Leterrier na parte da caracterização e desenvolvimento, mas o incrível retomar da saga, não esqueceu a "substância" que deve ter qualquer filme.

 

Talvez por culpa dos actores, se tenha conseguido fazer um pouco mais do que apenas explodir carros e prédios, o que eu não contava que acontecesse, e ainda bem que assim o foi.

Está ao nível de "Iron Man", sendo apenas superado pelo carisma de Robert Downey Jr.. Portanto, se pensarem em passar duas horas a ver o Hulk esmagar, não se preocupem, que nesta aventura também encontram substância. Não a do realizador asiático, mas a necessária para que recordem o filme como um dos belos blockbusters deste ano.

 

7/10

 

Memorable Quotes

 

Bruce Banner: There are aspects of my personality that I can't control. And when I lose control, it's very dangerous to be around me.

 

Betty Ross: [Betty and Bruce need to get across own in New York City] The subway is probably quickest.
Bruce Banner: Me in a metal tube with hundreds of people in the most aggressive city in the world?
Betty Ross: Right. Let's get a cab.
 

Bruce Banner: Maybe if I can control it, I can use it.
 

 

 

publicado por RJ às 21:12
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De Roberto Queiroz a 16 de Junho de 2008 às 14:54
Finalmente, Hulk esmaga. Não que o Hulk do Ang Lee tenha sido o fim da picada (eu achei certas escolhas de elenco dele até melhores do que esse atual), mas a criatura verde finalmente deu o ar de sua graça. Sem contar o desfecho com Tony Stark que abre um leque de possibilidades infinitas na cabeça da platéia que, aturdida, não queria sair da sala de exibição de jeito nenhum.

Valeu Louis Leterrier, você é o cara.
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