Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

"Night At The Museum"

 

 

Ben Stiller e a Palhaçada

 

Premissa: Aquele tipo que passa a vida a fazer comédias torna-se guarda nocturno de um museu que pussuí um terrível e inacreditável segredo: tudo nele ganha vida à noite.

 

Veredicto: Já sabemos que Ben Stiller faz em média cinco comédias por ano, todas recheadas de personagens que são atacados a cada dez minutos por animais. Os médicos receitam um filme levezinho de vez em quando, mas também não é caso para exagerar e ver tudo o que é comédias deste senhor, pela desculpa de serem produtos light.

Se vos disser que não ri uma única vez, não estarei a mentir. Sim, pertenço ao clube dos que acham mais piada a humor inteligente do que a humor baseado em pessoas que batem contra árvores ao andar de bicicleta, mas não desaprovo o humor físico, desde que me faça rir, sorrir, ou no mínimo pensar "isto até está giro".

 

Não pensei vir a ter ataques de sono e irritação ao ver um filme que tem como objectivo pôr o espectador bem disposto, por isso, a única vontade que "Night at the Museum" me deu, foi a de dar uso ao botão da pausa.

As piadas e ditos gags, foram provavelmente pensados tendo em conta num questionário feito a alunos da escola primária sobre as coisas que os fazem rir, é que tem todas. Bárbaros sem regras de etiqueta, malta pequenina a conduzir carros, criaturas ameaçadoras com comportamento de animal de estimação, e claro, um macaco, esse clássico. 

 

É um humor tão infantil, tão básico, tão desprovido de inteligência e imaginação, que nem sequer cumpre o simples propósito de manter o espectador minimamente interessado e de evitar que este troque a televisão pela almofada, e adormeça, convertendo-se num produto tolo para ser vendido às massas e arrecadar uma montanha de lucros, que são tudo menos merecidos.

E temam, porque já foi anunciada uma sequela.

 

4/10

 

Memorable Quotes

 

Teddy Roosevelt: I'm made of wax, Larry. What are you made of?

 

Larry: [speaking to Civil War diorama figures] Civil war dudes... You guys are brothers for God's sake... You gotta stop fighting... North wins... Slavery is bad... Sorry... Don't want to burst your bubble but South you guys get Allmen Brothers...
[hesitates]
Larry: ...and... Nascar. So just chill!

 

Gus: Instructions; you start with 1... 2... 3...
Larry: 4?
Gus: Are you cracking wise? I oughta punch you in the nose Hopscotch

 

 

publicado por RJ às 22:29
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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

"Planet Terror"

 

Rodriguez e os Zombies

 

Premissa: Quando uma região é atacada por um terrível vírus, cabe a um felizardo grupo de "não-infectados" lutar pela sobrevivência...

 

Veredicto: Dois dos mais "loucos" realizadores da História juntam-se num projecto que pretende recriar os filmes exibidos nos cinemas grindhouse. Neste segmento de Robert Rodriguez, recriam-se os filmes de terror...

 

"Planet Terror" não é mais do que uma homenagem ao cinema de terror, em particular ao popular cinema de zombies. É violento e macabro, e é certo que não agradará a espectadores sensíveis, mas esta violência é tão absurda que chega mesmo a ser caricata, como a dos cartoons.

 

É xunga e violento, e o seu único ponto de originalidade advém de uma personagem feminina que além de sensual é, perigosa! O realizador dá algum estilo à fita com aqueles riscos e falhas, imitando o que se passava nas salas antigas, (tendo o espectador direito até a uma "falta de fita") e tal como o seu anterior filme, "Sin City", este também pretende ser um exercício de estilo, mas por muita fita riscada que tenha, é sobretudo, e apenas, um filme de zombies.

 

Como homenagem ao cinema de terror é sem dúvida muito bom, mas falta-lhe o que o segmento de Quentin Tarantino tem, mais originalidade. Claro que aqui o objectivo não era o da originalidade em particular, mas o de recriar este tipo de filmes exibidos em salas com "pior fama", mas por "Death Proof" ser mais original, é que ultrapassa este. 

Todas as dezenas de pessoal mal encarado que nos é apresentado por Rodriguez chegam para torná-lo numa excelente homenagem aos filmes de zombies, e ao cinema grindhouse., mas não chegam para fazer algo novo.

 

O trunfo desta obra? Sem dúvida Rose McGowan, como uma heroína fora do comum, e o único ponto de originalidade. Porque Sr. Rodriguez, para fazer obras de culto não chega fazer explodir monstros... e Tarantino soube dar ao xunga, o sopro de ar fresco que não se nota tanto aqui.

 

6.5/10

 

Memorable Quotes

 

Cherry Darling: I was going to be a stand-up comedian.

 

El Wray: That's my jacket. I looked for it for two weeks.

 

Abby: You killed Bin Laden?
Lt. Muldoon: I put two in his heart, one in his computer.
El Wray: So that was you.

 

Cherry Darling: Name's Cherry Darling...
El Wray: Sounds like a stripper name.
Cherry Darling: No, it sounds like a go-go dancer name. There's a difference.

 

 

 

publicado por RJ às 22:46
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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

"Transformers"

 

Mais do que parece à primeira vista...

 

Premissa: Parte de uma civilização de robôs, chegam à Terra com a missão de encontrar um cubo que os ajudará a reconstruir o seu planeta. Pelo meio cruzam caminho com Sam e a sua amiga Mikaela, dois jovens que têm a chave para a localização do cubo.

 

Veredicto: Nunca liguei muito aos bonecos ou aos desenhos animados, e para ser franco, pouco sabia sobre a história destes Transformers. As expectativas eram baixas da minha parte, afinal, analizemos esta premissa do ponto de vista óbvio: "Robôs que se transformam em automóveis e que vêm para proteger, ou destruir a Terra?". O típico "cenário Michael Bay".

 

Decidi no entanto dar uma oportunidade a um filme que quase toda a gente viu. Ainda que mais motivado pelos olhos da actriz principal do que pelos extraterrestres.

 

Verdade seja dita, é um excelente divertimento. História, personagens e diálogos profundos? Nah... Aqui não encontram disso. É o típico "filme pipoca", para deixar o lado inteligente do ser humano a descansar durante umas boas duas horas. 

Pelo meio os bonecos vão dizendo umas frases épicas tentando dar um ar profundo à coisa, mas "Transformers" não passa de um festival de efeitos especiais, mas um festival com qualidade!

 

No entanto, ainda que divertido, falha bastante na caracterização dos personagens. O espectador fica sem uma boa noção de "quem é quem", à excepção de Sam e Mikaela. 

Nota-se vontade de fazer dos robôs os personagens principais, mas se existe vontade, falta a concretização. Têm aparições demasiado curtas, sendo que é dificíl distinguir a maioria no ecrã.

São apresentados como um grupo de combate, que Michael Bay apenas usa para fazer voar carros e explodir coisas. Como personagens, são fracos, como instrumentos de destruição, são óptimos. E não seria isso o que o realizador pretendia?

 

Procuram reflectir? Existe um milhão de filmes melhores para tal tarefa. Procuram um filme para relaxar? Este é perfeito.

Um espectáculo de acção non-stop, onde Shia LaBeouf triunfa, convencendo-me cada vez mais de que fará um bom trabalho ao lado de Harrison Ford, e John Turturro deixa a sua marca.

Contudo, no meio de tanta pirotécnia, o melhor de "Transformers" é mesmo a fascinante, Megan Fox.

 

7/10

 

Memorable Quotes

 

Sam Witwicky: It's a robot. You know, like a super advanced robot. It's probably Japanese. Yeah, it's definately Japanese.

 

Agent Simmons: Mean little sucker, huh.
Maggie Madsen: That thing is freaky!
Agent Simmons: Kinda like the iddy biddy energiser bunny from hell!


Sam Witwicky: [begging his teacher to give him an "A"] Sir. Just ask yourself... What would Jesus do?

 

Sam Witwicky: 'More than meets the eye with you... ' That's a stupid line! 


Agent Simmons: Alright... Ok. Hey, you want to lay the fate of the world on the kid's Camaro? That's cool.

 

 

 

publicado por RJ às 19:05
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

"I Am Legend"

    

Mais do que um "filme de zombies"
 
Premissa: Um vírus desvastou o planeta, deixando como único sobrevivente o coronel Robert Neville, que, sozinho numa Nova Iorque apocalíptica, tenta encontrar a cura para o vírus, salvando a restante população, transformada em criaturas sedentas de sangue que habitam a escuridão.
 
Veredicto: Sinceramente, estava bastante distante de toda a expectativa que rodeou este filme, e a que se deveu isso? Bem, o factor de "último homem na Terra" parecia um conceito interessante, mas aqueles monstros não me convenciam...
Estava à espera de um espectáculo de "tiro neles". Mas que fique claro, "I Am Legend" não é o espectáculo pirotécnico habitual, com hordas de zombies que aparecem do nada, nem faz o espectador pensar que está a ver um miúdo jogar na Playstation.
 
É o verdadeiro one man show. Will Smith é basicamente, "I Am Legend" e faz um óptimo desempenho. Consegue caracterizar perfeitamente as emoções de um homem que ao longo de três anos aprendeu a viver sozinho, mas que aos poucos está a começar a enlouquecer...
Um pouco como Tom Hanks foi, mas na cidade em vez de numa ilha deserta.
Os cenários da cidade deserta estão extraordináriamente bem criados, e é bom verificar que o filme se esforça mais no retrato de Neville do que em elaborados tiroteios com pessoal mal encarado.
 
Mesmo tendo em conta que o final possa saber um pouco a cliché, parece-me adequado ao tipo de filme que é, sem se tornar num ponto negativo.
  
Apesar de muito mais interessante do que pensei que seria quando comprei o bilhete, "I Am Legend" é maioritariamente um entretenimento. Mas um entretenimento feito com inteligência, portanto, convem que não deixem o cérebro na entrada da sala de cinema.
 
É bom verificar que Will Smith, apesar de ser um actor virado para um género onde falta muitas vezes originalidade e principalmente conteúdo, consegue presentear-nos com obras onde equilibra diversão, um argumento cativante e um bom protagonista. 
 
8/10
 
Memorable Quotes
 
[while the Dark Seekers try to break through a plexiglass door in Neville's laboratory]
Neville: [screaming] I can help. I can save you. I can save everybody.
 
Neville: [to a pretty mannequin in the video store] I... I promised a friend I would say hello to you today.
[begins to cry]
Neville: Please say hello to me.
[sobs]
Neville: Please say hello to me.
 
Neville: What the hell are you doing out here, Fred? Fred, if you're real, you better tell me right now!
 
Neville: My name is Robert Nevile. I am a survivor living in New York City. I haven't seen another person in three years. If there is anybody out there. Anybody. Please.

 

publicado por RJ às 16:48
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Sábado, 22 de Dezembro de 2007

"National Treasure: Book of Secrets"

 

Como o Cinema gosta de arqueólogos

 

Premissa: O caçador de tesouros Benjamin Gates, parte em mais uma série de aventuras, desta vez para salvar a honra de um antepassado seu, supostamente responsável pelo assassinato do presidente Lincoln.

 

Veredicto: Por muito que se diga mal de Nicolas Cage, sinceramente, é um actor com o qual simpatizo. É certo que ultimamente é visto em filmes mais ligeiros, (este ano chegaram às salas três blockbusters com ele), mas o Cinema ligeiro também é Cinema!

 

O género de aventura é o que mais agrada às "massas", principalmente quando é feito com uma boa dose de estilo e humor. "National Treasure: Book of Secrets", é. 

Mas porque se sentirá o público tão atraído a um género que está recheado de clichés? A resposta é simples, além da sua vertente de fornecer profundas reflexões, o Cinema é também uma excelente forma de divertimento.

 

Da produtora de Jerry Bruckeimer chegam um bom número de obras destinadas a "conquistar as bilheteiras", e eu digo, haverão assim tantos motivos de queixa?

No entanto existe uma pequena regra no que toca a entreter o ser humano... É que apesar de gostar de ser divertido, não gosta que lhe chamem "estúpido", e é aí que se decide se um blockbuster falha ou triunfa, na medida em que a sua história consegue interessar o espectador ao ponto de este não fazer críticas quanto à possibilidade de certas situações acontecerem.

Esta sequela de "National Treasure" tem, à semelhança de todas as aventuras cinematográficas pipoqueiras, as chamadas "situações impossíveis", mas prende o espectador, e seja isso mérito da história, acção ou simplesmente da beleza da Diane Kruger, não há dúvida de que "Book of Secrets" é um belo divertimento.

 

O que interessa é conhecer um pouco de todos os géneros. Ver apenas filmes de entretenimento é mau, mas ver um de vez em quando, sabe bem e recomenda-se. Até os mais intelectuais precisam de "arejar" a cabeça de vez em quando!

 

Uma das grandes aventuras deste Natal, e dentro da sua categoria leva um merecido... 

 

7.5/10

 

Memorable Quotes

 

Riley Poole: The last time I checked, we make our living off crazy.

 

Emily Appleton: [Ben is reaching into a rock] This could be a horrible trap.
[Ben begins screaming in pain, everyone else recoils]
Ben Gates: [laughing] I couldn't resist.

 

Ben Gates: [underground in the Hall of Records in Mt. Rushmore] Riley, what do see?
Riley Poole: [balancing on the giant over turned engraved slab, looking down at an open grave] Death and despair! Mostly death. I mean a little despair, last few seconds. But then a hard sudden death.

 

Mitch Wilkinson: A man has only one life time. But history can remember you forever.

 

publicado por RJ às 01:01
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

"Love and Other Disasters"

 

Premissa: É qualquer coisa como um filme romântico, e tal...

 

Veredicto: Ao fim de 15 minutos na sala de Cinema, percebemos o que vamos enfrentar... Uma longa hora e meia de qualquer coisa que patrocinam como sendo uma comédia romântica, mas que, volta na volta, nem um bom argumento tem...

 

Gosto filmes românticos em tempo de Natal, aliás, é das melhores alturas para os ir ver ao Cinema, mas filmes românticos com qualidade, por favor.

Os diálogos são débeis e extraordináriamente pobres. Lição para o argumentista: Um filme romântico não precisa de conter diálogos onde o tema principal é a actividade sexual.

 

Que eu não seja mal interpretado! Não tenho qualquer problema com obras que mostram personagens homossexuais, vendo com bons olhos ser-se feito um filme romântico diferente do "habitual", mas por favor, primeiro é necessário argumento, e a qualidade deste e dos diálogos, não é nenhuma.

 

Óptimo para quem quer ser confrontado com os dilemas sentimentais de homossexuais e heterosexuais obcecados em arranjar companheiro, e para os que adoram a Brittany Murphy, péssimo para os outros.

Até ir arrumar a gaveta das meias é melhor opção...

 

(ah e sim, andava mesmo a ver se fazia uma crítica com um pouco de estilo xunga...)

 

3/10

 

Memorable Quotes (umas frasezinhas, porque não é bonito deixar isto em branco)

 

Peter Simon: So what do I do?
Emily 'Jacks' Jackson: Well, you could start by putting all of those fantasies of true love where they belong, into your work of fiction.

 

Emily 'Jacks' Jackson: ...We can't have you all alone in London on a Friday night.
Paolo Sarmiento: You make me sound like an exchange student.

 

 

 

publicado por RJ às 21:11
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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007

"The Golden Compass"

 

Premissa: "The Golden Compass" é a adaptação do primeiro livro da saga "His Dark Materials" de Phillip Pullman, e conta a história da jovem Lyra Belacqua, que se torna possuídora da Bússola Dourada, tendo nas suas mãos o destino do seu Universo, e do nosso...

 

Veredicto: No Natal, altura em que estamos particularmente susceptíveis ao poder da imaginação, surgem algumas das grandes apostas fantásticas dos estúdios. Este Natal não é excepção.

 

"The Golden Compass", encerra uma interessante reflexão e crítica social, que está a aborrecer a Igreja Católica.

A Bússola representa a Verdade, o aspecto que controla o Destino. A organização que controla o mundo de Pullman, que pode ser facilmente identificada com uma organização, bastante real, teme este objecto e destruíu todos os seus semelhantes, com o objectivo de moldar as vontades das pessoas, de acordo com os seus desejos, pelo Bem Maior.

 

É esta reflexão, Dakota Blue-Richards, Nicole Kidman, um urso polar e excelentes efeitos especiais, que fazem a engrenagem desta bússola funcionar, já que comete falhas, que seriam bastante fáceis de evitar...

Hoje em dia, filmes deste género são feitos a pensar nas massas, e o desejo de tornar "The Golden Compass" num filme que agrada maioritariamente a crianças, faz com que seja uma obra que falha em aspectos primordiais, no que toca a contar uma história.

 

Mais meia-hora de filme, no mínimo, não lhe fazia mal, apesar de este ter a duração de duas horas. O filme centra-se na personagem de Lyra, e o desenvolvimento de personagens secundárias, que se poderiam revelar igualmente interessantes, é esquecido. Prova disso, é que, numa obra marcada pela presença de grandes estrelas da 7ªarte, é a pequena estreante que assume o controlo das atenções e obtém o destaque, revelando-se uma actriz promissora.

 

Consegue cativar, devido a uma crítica bastante interessante, que agradará a um público mais adulto. Pena é que o desejo de agradar à "pequenada" tenha eliminado as hipóteses de fazer de um bom filme, um filme muito bom.

 

7/10

 

Memorable Quotes

 

Iorek Byrnison: I will serve you in your campaign until you have a victory.

 

Lyra Belacqua: [upon receiving the alethiometer] What is this?
Master of Jordan: It's an alethiometer. It tells the truth. You are meant to have it. You keep the alethiometer to yourself, it's of the utmost importance to yourself, to all of us, and perhaps to all creation.

 

Lyra Belacqua: I'm not yours. I'll never be yours.

 

Lord Asriel: I propose to discover a world much like our own in a parallel universe.
Fra Pavel: That is heresy!
Lord Asriel: That is the truth.

 

 

publicado por RJ às 21:00
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Sábado, 1 de Dezembro de 2007

"Eastern Promises"

 

Premissa: Nikolai Luzhin é motorista dos mais perigosos criminosos russos de Londres. Mas a sua existência está prestes a ser abalada quando Anna, uma parteira, tenta encontrar a família de um recém-nascido, e vai ao encontro daqueles para quem Nikolai trabalha...

 

Veredicto: Foi com prazer, e altas expectativas que entrei na sala de Cinema para ver a nova obra de David Cronenberg, que se adivinhava magnífica. E é, de facto, magnífica.

 

Apoiada na extraordinária interpretação de Viggo Mortensen, o realizador conta uma história única sobre violência e crime, em torno da realidade do misterioso motorista, Nikolai, realidade passada num microcosmos de crime, no centro de Londres.

 

Vidas que têm à sua volta uma aura negra de desespero, e que passarão a girar em torno de algo belo, um pequeno sinal de que, ainda existe beleza no universo de Nikolai, um indefeso bebé.

 

Com contornos de filme noir, seja nas cores, na fotografia ou no próprio final, "Eastern Promises" é inspirador e arrebatador. Duro e cru, uma obra-prima que vos irá apaixonar, exaltar e repulsar, devido a tal dureza, tal agressividade.

A crueldade e violência não são disfarçadas, como se vê no sangue derramado e nas lutas, onde sentimos cada ponta de contacto físico.

 

Cronenberg embrenha-se agora numa fase, onde utiliza o noir e o realismo é uma nova forma de fazer arte e poesia cinematográfica.

 

Sublime.

 

9/10

 

Memorable Quotes

 

Nikolai Luzhin: Forget any of this happened. Stay away from people like me.

 

Kirill: He was like a brother to me, and now, he looks like a fucking ice cream.

 

Anna: So you've read the diary. How can you keep doing what you're doing?
Nikolai Luzhin: I'm just a driver.

 

Nikolai Luzhin: Kirill, we don't kill little babies.

 

 

publicado por RJ às 12:08
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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

"American Gangster"

 

Premissa: O único polícia honesto da cidade, lança-se na perseguição de Frank Lucas, que, outrora guarda-costas do maior criminoso de Harlem, ocupou o seu lugar...

 

Veredicto: Um filme realizado por Ridley Scott, com Denzel Washington e Russell Crowe, atrai qualquer um à sala de cinema, e promete uma boa obra. E não há dúvida de que "American Gangster" é um bom filme, apenas não chega a ser uma obra-prima.

 

Se esperam um confronto de titãs, enganam-se, são poucas as cenas em que estes se encontram frente-a-frente, e não são cenas dotadas de uma tensão particular. O filme acaba por se tornar mais sobre Frank Lucas, do que uma perseguição a um criminoso.

 

É uma história bastante bem contada, que torna "American Gangster" um filme a merecer visualização, mas é impossível, para mim, negar que Russell Crowe parece ter perdido a sua "energia", não conseguindo marcar, com uma representação pouco convincente. Não só a sua presença no ecrã não se torna marcante, como a sua personagem não é especialmente desenvolvida.

É caso para dar os parabéns a Denzel Washington, esse sim, com uma excelente interpretação, que acaba por "carregar o filme às costas", e este perderia o interesse se Washington não convencesse.

 

Apesar de uma boa fotografia, de desenvolver com muito cuidado a personagem de Frank Lucas, explorando a sua ascensão e queda, e de uma cena de acção final bem filmada, creio que "American Gangster" é um filme dotado de pouco vigor, com um tom quase, light, que acaba por prejudicar a história e a forma como o filme nos cativa ou não.

 

Não estou a dizer que é um filme "aborrecido", é francamente interessante, mas no entanto, dotado de, como já disse, pouco vigor.

 

7/10

 

Memorable Quotes

 

Frank Lucas: [repeated line] My man.

 

Frank Lucas: It don't mean nothing to me for you to show up tomorrow morning with your head blown off.
Detective Richie Roberts: Get in line. That one stretches around the block.

 

Frank Lucas: The man I worked for had one of the biggest companies in New York City. He didn't own his own company. White man owned it, so they owned him. Nobody owns me, though.

 

Frank Lucas: See, ya are what ya are in this world. That's either one of two things: Either you're somebody, or you ain't nobody.

 

 

publicado por RJ às 21:34
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Sábado, 10 de Novembro de 2007

"Ocean's Thirteen"

 

Premissa: Danny Ocean reune o seu grupo de ladrões novamente, para lutar contra Willie Bank, um poderoso magnata do negócio dos casinos, depois de este ter traído um dos seus amigos.

 

Veredicto: Sejamos francos. O primeiro filme da saga foi bom. O segundo foi fraco, a única coisa que nos fica na memória é Julia Roberts a fazer de si mesma. "Ocean's Thirteen" é por sua vez, o pior.

 

Eu comparo este filme a um desfile de moda. Tem um enorme conjunto de celebridades, mas todos parecem estar no filme porque precisam de um pouco de publicidade...

Aparecem bastante apagadas, sem qualquer tipo de charme. E não estou a falar só em Clooney e Pitt, não, penso que todos os bons actores que este filme tem, mal chegam a marcar presença durante as duas horas de duração do mesmo!

 

De vez em quando dão a cara, como que para assegurar ao espectador que está a ver uma obra extremamente boa, já que tem no elenco actores extremamente famosos, o que é mentira. Os actores são famosos, mas a obra é tudo menos boa.

 

A história é linear, já não há a emoção de conquistar objectivos da primeira aventura. Se no segundo tentavam impôr demasiadas reviravoltas, neste nem experimentam acrescentar algo de novo.

Eu não me queixava se tivesse funcionado enquanto divertimento, mas para ser franco, nem esse objectivo cumpriu.

 

E pensar que durante o Verão ouvi tanta gente dizer que Johnny Depp já não cativava enquanto Capitão Sparrow, quando temos um George Clooney que, ultimamente, prefere simplesmente aparecer de vez em quando para mostrar o sorriso às fãs, seja no grande ecrã ou a fazer publicidade a cafés...

 

5/10

 

Memorable Quotes

 

Willie Banks: This town might have changed, but not me. I know people highly invested in my survival, and they are people who really know how to hurt in ways you can't even imagine.
Danny Ocean: Well, I know all the guys that you'd hire to come after me, and they like me better than you.


Reuben Tishkoff: You're going to throw me off the roof now?
Willie Banks: I don't want to.

 

Rusty Ryan: Are you alright?
Danny Ocean: Yeh, um, I just bit into a pepper.
Rusty Ryan: Is that... are you... are you watching Oprah?

 

 

 

publicado por RJ às 21:21
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