Terça-feira, 29 de Junho de 2010

Harry Potter aproxima-se do fim da adolescência

 

Chegou o trailer para "Harry Potter and the Deathly Hallows", e podem vê-lo aqui!

 

Quer se goste ou não, é inegável que a saga Harry Potter é provavelmente o grande fenómeno cultural da última década. Criou algo incomparável, uma história que encantou tanto crianças como adultos e que moveu, literalmente, o mundo.

No Cinema o encanto foi também enorme, e apesar de (ainda) nenhum filme da saga ter sido obra-prima, os filmes são excelentes no que a fantasia diz respeito, e conseguiram realmente trazer ao grande ecrã muita da magia da obra, criando uma identidade própria e dando asas ainda maiores ao fenómeno.

 

Assim, é igualmente inegável que, a estreia do capítulo final desta saga é uma data a assinalar nos calendários. Neste casos, as estreias, pois foi dividido em duas partes, (à estilo "Kill Bill"). A primeira parte, chega às salas em Novembro deste ano, e a segunda em Julho do próximo ano.

 

Neste último capítulo chegamos à passagem para a idade adulta, com o trio protagonista a abandonar a escola de Hogwarts e a aventurar-se numa jornada pelo mundo mágico para combater Voldemort.

A história assume contornos épicos, e este belo trailer promete um final glorioso. O último livro é sem dúvida o melhor da série, e conseguiu maravilhar todos os apaixonados em vez de os decepcionar. Esperemos agora que esta epopeia termine de forma igualmente memorável no Cinema.

 

 

 

publicado por RJ às 22:32
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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

As cores do mundo real

 

 

Alex: It's funny how the colors of the real world only seem really real when you viddy them on the screen.

 

("A Clockwork Orange", 1971)

 

 

 

publicado por RJ às 21:22
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Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

Hoje o Cinema pode esperar

 

 

Antes de mais gostaria de pedir desculpa por estas palavras chegarem tão tarde. E peço desculpa porque estas palavras vêem como reacção a uma notícia avassaladora, e às vezes, quanto mais tempo demoramos a comentar notícias destas, parece que menos importância lhes damos. Ainda assim, fique descansado quem esteja a ler, que quanto a mim isso não será verdade. Este não é um apontamento feito de forma fria, por obrigação.

Qual é então a avassaladora notícia? A morte de José Saramago

 

Talvez estejam por aí alguns puritanos espantados por um blog de Cinema fazer um comentário sobre algo que só de forma bastante remota estará relacionado com tal temática. Sinceramente, a mim isso não poderia interessar menos. Cada vez mais procuro fazer deste espaço um lugar de reflexão espontânea, de pensamentos que não surgem de uma obrigação mas de uma necessidade genuína de ter algo a dizer. Isto claro, sem cometer o erro de dar demasiada importância a mim mesmo, apenas a simples importância que tem mais uma voz, seja ela qual for.

É deste espírito de partilhar coisas de forma genuína que aparece a necessidade de colocar o Cinema em segundo plano por hoje. Porque hoje, neste dia em que o mundo ficou incrivelmente mais pobre, o resto pode esperar.

 

Ora, a tarefa de produzir palavras que traduzam  de forma minimamente verdadeira o peso desta perda, é quase impossível. Daí que não tenho ilusões: estes elogios pecam por defeito. Contudo, acho que seria uma pena não os escrever, mesmo que possam ser só mais uns.

Saramago ergueu-se das origens mais modestas para se revelar um artista incomparável, provando que mesmo barreiras que parecem intransponíveis, podem ser derrubadas. Foi um filósofo, um mestre a manejar a palavra. Construiu críticas únicas, olhares que expuseram e continuarão a expôr, a verdade. Nua, crua, visceral e dolorosa. Não se resignou, foi uma voz de revolta e defendeu os seus valores e princípios mesmo perante os insultos daqueles a quem críticas não convinham.

Foi e será, um exemplo de humanidade, pois não foi só um dos maiores escritores portugueses da História, foi inquestionávelmente, um dos maiores Homens a quem o mundo já teve o prazer de servir de casa.

 

E como sinto que pouco mais posso acrescentar e como acho que provavelmente as melhores palavras para perdurarem aqui são algumas de entre as muitas vindas do próprio Saramago, deixo aqui as últimas que publicou no seu blog, Outros Cadernos de Saramago, que retirou de uma entrevista sua ao Expresso em Outubro de 2008, e onde não falta, como de costume, verdade:

 

"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma."

 

José Saramago

 

 

 

publicado por RJ às 22:49
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Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

Apreciar a viagem

 

Joel: I can't see anything that I don't like about you.
Clementine: But you will! But you will. You know, you will think of things. And I'll get bored with you and feel trapped because that's what happens with me.
Joel: Okay.
Clementine: Okay.

 

("Eternal Sunshine of the Spotless Mind", 2004)

 

 

 

publicado por RJ às 23:37
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Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

"Casablanca"

 

Rick: Louis, I think this is the beginning of a beautiful friendship.

 

Hoje, passamos pela vida com demasiada rapidez. Padecemos de uma fome que nós próprios criámos.

No Cinema, vêmos bem como a velocidade com que se consomem as coisas aumentou. E isso foi criado pela própria indústria, que vive na Era da reciclagem.

Mas por muito que ser-se ecológico seja louvável, a reciclagem de ideias, por nem chegar a ser uma reciclagem decente no sentido de nos dar um produto novo que saia da máquina a brilhar, mostra na maioria dos casos falta de criatividade. A reciclagem é barata, e o filme sai ferrugento.

Cria-se na sociedade um desejo de ver tudo feito novamente, pela simples razão de que os filmes antigos são antigos. Claro que o conceito de antigo para a maioria das pessoas é de um filme com mais de dez anos. E nem se fala nos filmes que já atingiram a idade adulta, esses são autênticos achados arqueológicos.

O Passado existiu sim, mas é uma mera curiosidade. Um lugar onde as pessoas se vestiam, comportavam e falavam de forma pouco desenvolvida, filmadas por equipamento que faz com que os filhos da geração do HD e do 3D se sintam envergonhados de dizer que nessa época, aquilo também era chamado "Cinema". Logo, porque tem um indivíduo destes tempos modernos de ver filmes dos tempos primitivos?

A resposta é simples: porque o Passado do Cinema é um sítio encantador.

 

Alguém que diga ser um amante da sétima arte não pode não ver "Casablanca". E certamente que não pode não gostar de "Casablanca", pois se é verdade que gostos não se discutem, não menos verdade é o facto de "Casablanca" ser um dos melhores filmes de sempre.

É um dos melhores filmes de sempre por muitas razões, e não duvido que se poderiam alimentar infinitos debates à volta do tema. Teve uma enorme importância na História desta arte, tem interpretações fantásticas onde se destaca o cínico Rick que Humphrey Bogart compõe extraordinariamente bem, tem diálogos  sinceros por vezes com um humor delicioso e muitas frases memoráveis, e tem aquela belíssima atmosfera do bar. Mas dizer isto é dizer pouco. "Casablanca" é uma pura pérola porque é eterno. E é eterno, porque o amor também o é, (estará a aproximar-se um cliché?).

Quanto ao amor entre duas pessoas, não sei se será eterno. Acho que pode ser, mas semelhante ocorrência é incrivelmente rara e talvez esteja em vias de deixar de ocorrer de todo. Porém o Amor, a emoção, é de facto eterna. O que seria do Homem sem ela, nem é bom imaginar. É eterno porque, como a canção de Herman Hupfeld nos diz: "The fundamental things apply / As time goes by".

Não importa o que muda, importa que o Amor não muda. Continuará claro a quebrar corações, por não ser correspondido, por ter obstáculos no seu caminho ou por se tomar como garantido... Mas continuará também a ser fundamental, e um amor verdadeiro pode sentir-se hoje como também alguém o sentiu há décadas ou séculos atrás. Liga todos os que já o sentiram e dá um poder relativo às armas do Tempo, que não o conseguem mudar. Isto porque apesar de muita coisa associada ao Amor puder mudar, no âmago ele não muda.

"Casablanca" é perfeito porque representa isto da forma incrivelmente verdadeira. É romântico, mas com um Amor vindo da alma, que se apresenta como é, e nos toca pela sua verdade. Um Amor que teve uma canção própria, que depois sofreu, que se tentou esquecer mas que volta, desferindo mais um golpe em corações nos quais o golpe passado se tinha já tornado em cicatriz. Assim, sem se conseguir combater, vai exigir novo compromisso dos apaixonados, e possivelmente, um compromisso ao sacrifício.

 

O Cinema é também um Amor que pode ser eterno. Não tem barreiras pois aquilo que representa quando produz Arte é intemporal. "Casablanca" é um símbolo desta eternidade, a eternidade dos filmes com uma magia única, irrepetível.

Perder o Passado do Cinema é perder o Cinema. Talvez não por completo, mas perder grande parte dele e fazê-lo metamorforsear-se numa nova coisa, muito menos agradável, e muito menos mágica.

 

Rick e Ilsa terão sempre Paris, o recanto no seu Passado que conserva para sempre a memória do seu amor. Nós teremos sempre "Casablanca", o filme de um Passado encantador, que conserva para sempre, a memória de uma magia cinematográfica que o nosso tempo não consegue reproduzir. E "Casablanca" estará sempre à nossa espera, um bom amigo que nos inspira tanto em tempos de felicidade como em tempos de tristeza, bastando só que não nos esqueçamos dele. 

 

10/10

 

 

 

publicado por RJ às 15:30
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Lembrar

 

Ilsa: But what about us?
Rick: We'll always have Paris. We didn't have, we, we lost it until you came to Casablanca. We got it back last night.
Ilsa: When I said I would never leave you.
Rick: And you never will. But I've got a job to do, too. Where I'm going, you can't follow. What I've got to do, you can't be any part of. Ilsa, I'm no good at being noble, but it doesn't take much to see that the problems of three little people don't amount to a hill of beans in this crazy world. Someday you'll understand that.
[Ilsa lowers her head and begins to cry]
Rick: Now, now...
[Rick gently places his hand under her chin and raises it so their eyes meet]
Rick: Here's looking at you kid.

 

("Casablanca", 1942)

 

 

 

publicado por RJ às 01:00
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Quarta-feira, 9 de Junho de 2010

Vencer-se o coração

 

Rick: Don't you sometimes wonder if it's worth all this? I mean what you're fighting for.
Victor Laszlo: You might as well question why we breathe. If we stop breathing, we'll die. If we stop fighting our enemies, the world will die.
Rick: Well, what of it? It'll be out of its misery.
Victor Laszlo: You know how you sound, Mr. Blaine? Like a man who's trying to convince himself of something he doesn't believe in his heart.

 

("Casablanca", 1942)

 

 

 

publicado por RJ às 16:22
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