Quinta-feira, 11 de Março de 2010

Considerações em relação aos Óscares

 

Pois, eu sei que venho um pouco atrasado, mas fiz anos segunda-feira e foi difícil passar por aqui nestes últimos dias.

Porém, porque não deixar aqui algumas palavras em relação à cerimónia dos Óscares de domingo?

 

Em primeiro lugar, gostava de dizer que o meu entusiasmo em relação a estes prémios tem vindo a diminuir. Isso deve-se principalmente ao facto de ser cada vez mais óbvio que o valor daquele homenzinho dourado é muito relativo, além de que nunca saberemos o que acontece ou deixa de acontecer nos bastidores destas cerimónias.

 

Claro que para as distribuidoras é óptimo pôr em letras gordas nas capas dos DVDs coisas como: "Vencedor de 25 Óscares da Academia - Incluindo Melhor Filme e Melhor Chapéu". Isto porque a maior parte das pessoas compram os filmes simplesmente porque a capa lhes diz que é muito bom.

O resultado é que muitos filmes bons são quase impossíveis de encontrar porque a suprema Academia não lhes prestou atenção na altura. E é aqui que vêmos a diferença entre quem disfruta de um filme independentemente do que os "especialistas" acham, e os que até têm receio de dizer que não gostaram de um filme vencedor do Óscar numa conversa de café, com medo de serem ostracizados pelos seus pares.

 

Dito isto, falemos agora nos vencedores da noite, que foram dos mais previsíveis de que me lembro, (pessoalmente, não tive nenhuma surpresa nas categorias principais).

Havia uma ligeira dúvida entre "Avatar" e "The Hurt Locker", mas a vitória do último não foi de qualquer forma surpreendente. Se acho uma vitória justa? Bem, entre o filme de James Cameron e o de Kathryn Bigelow, prefiro sem qualquer dúvida o de Bigelow, porém, "Up in the Air" ou "Inglourious Basterds" mereciam muito mais o galardão, (já para não falar do injustamente esquecido e magnífico, "Public Enemies").

 

Vale ainda a pena mencionar que Bigelow é a primeira mulher na História do Cinema a levar a estatueta de Melhor Realizador, o que não deixa de ser curioso, ainda por cima considerando que estamos a falar de uma mulher que realizou um filme com o muito masculino tema da guerra, (o que prova que nunca nos devemos guiar por estereótipos), que é o filme mais barato a vencer o Óscar de Melhor Filme. Esta última curiosidade é particularmente  engraçada pelo facto de o filme ter vencido o festival de efeitos visuais de Cameron, que julgo eu, é o filme mais caro de sempre, e que além disso fez passar muito dinheiro pelas bilheteiras, ao contrário da obra de Bigelow que teve receitas bem mais modestas.

 

Quentin Tarantino era o justo vencedor do prémio de Realizador, mas sinceramente, acho que nem ele dá muito crédito a estes eventos, e continuará a brindar-nos com puro Cinema, independentemente destas "massagens ao ego".

 

 

 

publicado por RJ às 19:28
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2 comentários:
De Nekas a 11 de Março de 2010 às 20:58
Parabéns, antes de mais! :)

Quanto aos òscares, Tarantino será sempre um injustiçado da academia mas não interessa desde que ele continue a brindar-nos com grande Cinema...

Sempre é melhor The Hurt Locker que Avatar...

Abraço
Cinema as my World (http://www.nekascw.blogspot.com/)
De Luís V a 21 de Março de 2010 às 10:34
O filme de Kathryn Bigelow também é o filme que menos valor de receitas fez aquando da atribuição do Óscar de Melhor Filme. Em relação a estas considerações (e não são só estas) não consigo compreender o hype, o burburinho, o fervor, em torno do Up In The Air! O filme é bom, tem desempenhos razoáveis, mas apenas isso. Por exemplo o Public Enemies foi um injustamente esquecido na temporada de prémios. Mas estes dois exemplos irão acontecer todos os anos: uns serão subvalorizados outros sobrevalorizados.
Parabéns pelo teu blog!

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