Quinta-feira, 9 de Agosto de 2012

Os X-Men regressam ao futuro

 

E que tal o seguinte cocktail, para uma sequela épica: X-Men + "Back to the Future" + "The Terminator"?

 

Foi recentemente confirmado por Bryan Singer que a sequela do "X-Men: First Class" se chamará "X-Men: Days of Future Past". 

Prevê-se pois, que se vá basear na história "Days of Future Past", uma das mais populares histórias dos mutantes. A história envolve uma viagem no tempo, levada a cabo para evitar um futuro apocalíptico onde os mutantes são perseguidos, a equipa dos X-Men foi aniquilada quase na totalidade, e o mundo é ameaçado por uma guerra nuclear.

Parece-me uma excelente base para a sequela, que pode oferecer algo tão ou mais original que o "First Class". Com algumas subsituições que adaptem a história às personagens do primeiro filme (como ser o Charles Xavier a viajar no tempo, por exemplo), e algumas aparições de personagens da primeira trilogia, o mecanismo da viagem no tempo pode inclusivé harmonizar a continuidade do universo X-Men, e criar uma maior ligação entre estes novos filmes e os anteriores.

 

Ah, e depois temos os famosos robôs-gigantes-caçadores-de-mutantes, os Sentinelas (que tiveram um cameo no "X-Men: The Last Stand", a provocar caos no futuro. Em relação a isso, pensem no Juízo Final do "The Terminator" com exterminadores do tamanho de prédios.

 

A Empire tem um artigo com sugestões e previsões do que poderá sair daqui que, caso sejam fãs destas coisas, merece uma leitura.

 

 

 

publicado por RJ às 21:49
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Terça-feira, 7 de Agosto de 2012

O "nada fantástico" Homem-Aranha

 

 

Spider-Man: Ahem, you know, if you're going to steal cars, don't dress like a car thief. 
Car Thief: You a cop? 
Spider-Man: You seriously think I'm a cop in a skintight red and blue suit?

 

 

Este artigo contém spoilers.

 

Devo confessar desde já que sou fã do Homem-Aranha. Fã da personagem, não um especialista nos comics. Desde os tempos de criança em que me levantava cedo para ver os desenhos-animados do Homem-Aranha na SIC, que fiquei fascinado por este herói.

 

Estive sempre céptico em relação a este reboot. Contudo, Andrew Garfield até me pareceu uma boa escolha quando foi anunciado para o papel. É por isso uma pena que o filme faça uma interpretação ridícula do Peter Parker e das suas motivações.

Ao longo do filme, nunca consegui identificar naquele Peter Parker, o Peter Parker. Não tenho nada contra adaptar a personagem à actualidade, mas aquele ar de skater e adolescente frustrado (emo, hipster, ou seja lá o que for), não é o Peter Parker. A personalidade frustrada enraizada na perda dos pais, acaba por conduzir a uma representação errada daquilo que é a personagem.  Não só lhe dá ainda mais negatividade à partida,  como ainda coloca o trabalho de cientista do pai como estando na origem dos poderes de Peter, e parte da mística da origem deste super-herói é o facto de o incidente que lhe dá poderes ser obra do acaso.

Parece que com o êxito do "The Dark Knight" queriam fazer do Peter uma espécie de Bruce Wayne adolescente, e acabam por deixar que isso contamine tudo. A parte supostamente mais cómica do Aranha é outro desperdício, e acaba por parecer um pouco fora do contexto dada a frustração constante que o Peter transmite.

 

Depois, vem o aspecto crucial na base moral da personagem, a relação com os tios. Se esta já é pobre ao início, e a coisa só piora com a morte do tio. A morte do tio Ben é o momento fundador do Homem-Aranha, e é ridicularizada pelo filme. O tio Ben é morto porque Peter faz uma birra por não ter dinheiro suficiente para comprar um leite com chocolate. A sério?!

E ainda piora. Depois da morte do tio, Peter decide de facto começar a combater o crime como Homem-Aranha. Mas em vez de assumir a sua responsabilidade, decide perseguir apenas os criminosos que correspondem à descrição do assassíno do tio, para obter vingança. Quererá isto dizer que se visse alguém a roubar as compras a uma velhinha não a ajudaria a menos que o ladrão correspondesse à descrição?

A relação com a tia May é igualmente ridícula. Só apetece dar umas boas chapadas a este Peter pelo desprezo que lhe dá.

 

Este Homem-Aranha não podia ter menos de fantástico. Não é mais do que um miúdo frustrado com défice de maturidade.

Pelo meio há uma relação amorosa com a icónica Gwen Stacy, que não consegue mais do que causar embaraço ao espectador. Li algures que o filme tinha diálogos brilhantes e uma relação muito real entre eles os dois. Não me pareceu nada por aí além e não chamaria à tolice daquele diálogo do cacau algo brilhante. Secalhar tenho é de dar um desconto, porque esta Gwen deve ser muito mais inteligente do que eu, pois com apenas 17 anos já é a estagiária de topo no maior laboratório do mundo...

Gwen nunca é mais do que uma miúda com uma paixoneta, e uma paixoneta que tem pouco de real. Até nos momentos mais dramáticos, como depois de Peter estar envolvido no incidente que acaba por provocar a morte do pai de Gwen, ela nunca considera afastar-se de Peter. Aranha, estás à vontade, podes envolvê-la e à família dela em todos os esquemas maléficos de todos os vilões, que ela nunca se irá sentir incomodada!

 

O Homem-Aranha tinha inevitavelmente de voltar ao grande ecrã, e isto é o mais triste exemplo de uma oportunidade perdida. Já tinhamos a base da personagem tão bem estabelecida, por isso, e se em vez de fazer voltar tudo para trás, tivessem feito a personagem evoluir? Agarrando por exemplo numa fase dos comics de que gosto bastante, o Peter Parker professor de liceu dos anos de J. Michael Straczynski e John Romita Jr.? Ora aí está algo que pode revitalizar realmente o Homem-Aranha no grande ecrã.

Fica para o próximo reboot.

 

 

6/10

 

 

 

publicado por RJ às 22:31
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2012

I'll be back

 

 

 

Há quanto tempo...

Este blog entrou em estado de hibernação por motivos pessoais, mas não perdi a vontade de voltar cá. Porque a paixão por Cinema, essa nunca hibernou.

Contudo, tudo muda, e o KritiCinema vai entrar em metamorfose, para se converter num espaço um pouco diferente. Os posts serão também eles diferentes, para que possa adequar melhor o gosto de partilhar modestos pensamentos sobre Cinema, com as exigências da vida pessoal, que crescem a cada dia que passa.

Vai ser uma metamorfose feita com calma. Aquilo em que o KritiCinema se transformará vai ser construído progressivamente, um dia de cada vez, e nunca feito por obrigação. Escrever aqui terá sempre de partir de um genuíno desejo de partilhar um imenso gosto por Cinema, e é por esse desejo de partilha nunca me ter deixado, que resolvo regressar.

 

Portanto, permitam-me que comece a dar uma volta pela casa, a ver as arrumações que precisam de ser feitas...

 

 

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publicado por RJ às 18:34
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Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

It's that time of the year again...

 

A noite de Oscars! Amem-na ou odeiem-na, ninguém resiste a falar sobre ela. Sim, são sobrevalorizados, mas nós que adoramos Cinema não conseguimos resistir a gostar pelo menos um pouco, desta noite.

Todas as paixões precisam do seu momento de celebração e este é o nosso. Mesmo que os filmes que achamos que deviam ganhar nem estejam nomeados (se o universo fosse justo, "Drive" devia ganhar pelo menos uns cinco Oscars), e que a escolha dos vencedores esteja recheada de jogos de bastidores, é aquele momento do ano em que a nossa arte de eleição é transportada para as luzes da ribalta, e gostamos disso.

Adoramos tanto dizer mal dos Oscars como adoramos ficar contentes no dia a seguir, quando quem queríamos que ganhasse até ganhou. E por muitos filmes que tenham ficado injustiçados, existem sempre aquelas vitórias que quanto a nós, não podiam ter sido mais merecidas, (a minha é a do "The Lord of the Rings: The Return of the King"). O fundamental parece-me ser que, não há problema em celebrar um pouco os Oscars, desde que não os levemos demasiado a sério.

Portanto, aqui vai mais uma lista de previsões e considerações, a acrescentar aos milhões que circulam hoje nessa Internet:

 

 

Melhor Actor Secundário

Christopher Plummer - "Beginners"

 

Gostei bastante do "Beginners", é um filme fofo e invulgarmente honesto quanto ao tópico das relações humanas. A vitória de Christopher Plummer é uma boa maneira de premiar não só um grande actor que nunca ganhou um Oscar, como mais um daqueles pequenos grandes filmes que escapam ao "grande público".

 

Melhor Actriz Secundária

Octavia Spencer - "The Help"

Devia ganhar: Bérénice Bejo - "The Artist"

 

Não vi o popular "The Help", mas com os anos '60 a estarem bastante na moda e a questão do racismo no centro da história, parece-me que Octavia Spencer tem boas hipóteses. E é também para ela que apontam a maioria das previsões.

Mas ei, adorei o "The Artist" e gostava bastante de ver a até agora desconhecida Bérénice Bejo, levar a estatueta, por ter captado tão bem o glamour das estrelas de outros tempos.

 

Melhor Actor Principal

Jean Dujardin - "The Artist"

Devia ganhar: Gary Oldman - "Tinker Tailor Soldier Spy"

 

Aposto em Dujardin, mas confesso que estou dividido entre ele e Gary Oldman na categoria do "devia ganhar". Dujardin faz uma interpretação fabulosa que parece ter sido trazida até nós por meio de alguma máquina do tempo, mas grande parte de mim está a torcer por Oldman.

"Tinker Tailor Soldier Spy" é uma obra-prima e um filme de actores com ritmo adulto, o que começa a ser cada vez mais raro. A ausência do filme nas nomeações a Melhor Filme e Melhor Realizador é, a par da ausência de "Drive" (que sempre tem o desconto de ser filme de culto), a grande injustiça deste ano para mim. Dar o Oscar a Oldman daria um reconhecimento ao filme que é mais do que merecido, e coroaria um actor lendário por um dos melhores papéis da sua carreira. Isto é bem mais feliz do que darem-lhe o Oscar por um papel menor daqui a uns anos, ou não lhe darem um Oscar de todo e tentarem compensar esse erro com um "prémio de carreira" ou algo do género.

 

Melhor Actriz Principal

Viola Davis - "The Help"

Devia ganhar: Michelle Williams - "My Week with Marilyn"

 

Lá está, não vi "The Help" mas tudo indica que será uma luta entre Meryl Streep e Viola Davis. Davis parece-me ter hipóteses pelos mesmos motivos que Octavia Spencer, e por já ter sido nomeada a um Oscar anteriormente (curiosamente, por "Doubt" em que contracenou com Streep). Meryl Streep tem a favor dela o facto de ser a Meryl Streep, mas tem como contras, ninguém gostar da Margaret Thatcher e ninguém ter gostado muito do seu filme.

Pessoalmente, gostava que ganhasse Michelle Williams. Já foi nomeada, e gostei muito da sua interpretação da icónica Marilyn Monroe. Interpretar quem é talvez a mulher mais icónica do Cinema da forma extraordinária como Williams o fez, é bem merecedor de um Oscar.

 

Melhor Realizador

Michael Hazanavicius - "The Artist"

Devia ganhar: Martin Scorsese - "Hugo"

 

Apaixonei-me por ambos os filmes, e formam um parelelo muito interessante. Se "The Artist" redescobre uma técnica quase esquecida, "Hugo" é uma carta de amor ao passado a mostrar o caminho certo para o futuro.

Dividir os Oscars de Melhor Filme e Melhor Realizador entre os dois filmes parece-me ser a forma ideal de fazer justiça a duas obras igualmente belas. Para mim, devia caber a Martin Scorsese a honra de Melhor Realizador, porque continua a precisar de mais Oscars, fez o primeiro uso do 3D que justificou o uso do 3D, e criou com este, algumas das imagens mais belas que me lembro de ver no grande ecrã.

 

Melhor Filme

"The Artist"

 

É o que todo o mundo espera, e parece-me mais do que merecido. "The Artist" é um queridinho da crítica que merece ser um queridinho da crítica. É mesmo, mas mesmo um momento mágico de Cinema, e ainda por cima, um que há uns anos atrás, ninguém esperaria ver chegar ao grande ecrã.

Numa altura de tanta inovação, deu-nos a oportunidade de relembrar um Cinema que nunca deveremos esquecer.

 

 

 

publicado por RJ às 15:14
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Domingo, 19 de Fevereiro de 2012

Afinal o "Hugo" não é um filme para crianças

 

 

"Hugo", como toda a gente já sabe, é o primeiro filme de família de Martin Scorsese. Mas dizer que é um filme de família não é o mesmo que dizer que é um filme que serve para "despejar" os filhos.

Se outrora qualquer criança perdia o pio com o que via no ecrã (coisa que o próprio filme de Scorsese mostra), hoje, para quem foi educado à frente da televisão, o Filme já não reserva o mesmo mistério.

Fui obrigado a assistir a "Hugo", um momento de Cinema verdadeiramente mágico, com um bando de crianças intoleravelmente irritantes na faixa dos 7/8 anos na fila de trás, que ao que tudo indicava, lá está, tinham sido despejadas na sala para darem sossego aos pais. E por mais que os adultos que as rodeavam as mandassem calar, de nada servia.

"Hugo" é um filme que pode ser visto e até adorado por crianças, mas têm de ser crianças que recebam o mínimo de educação em casa e que vejam o mínimo de encanto no Cinema, e o que o Cinema é na imaginação de uma criança está sem dúvida a mudar.

 

O filme tem crianças como protagonistas, mas tem um ritmo de adultos e uma história que não apela a qualquer criança, mas sim a um tipo muito específico de crianças, crianças que não vêem o Passado como um sítio entediante e que não reagem com repulsa aos "filmes velhos". Porque esta é uma história de nostalgia, sobre o início do Cinema, integrada na viagem de um rapaz orfão que quer descobrir o seu lugar no mundo e que pelo caminho tem de ajudar um homem a redescobrir o seu. É mais uma viagem emocional do que uma montanha-russa cheia de luzes fluorescentes e explosões.

 

A todas as famílias que estejam por aí: estejam conscientes de que não é a típica história familiar que passa na televisão aos domingos à tarde. Não deixem crianças que não têm respeito pelos mais velhos na sala de Cinema, como se esta fosse uma jaula que as pode conter durante umas horas de modo a poderem ver as montras. Enquanto têm o vosso sossego, lá se vai o sossego de quem pagou, e bem, para apreciar um filme.

Mostrem esta pérola a crianças, mas a crianças que ainda sabem apreciar o encanto dos filmes que encantam, e que respeitam o encanto dos outros.

 

Em total oposição ao que me aconteceu ao ver este "Hugo", quando fui ver o "The Artist", tive uma bela surpresa. O público consistia maioritariamente em adultos, o que não surpreende, e a visualização decorreu em silêncio absoluto (tirando os risos nas cenas do cão, claro), um silêncio de admiração e respeito pelo filme. E eu estava tão surpreendido por aquele silêncio, tão surpreendido por não ter ouvido ninguém gritar "O quê? Isto é mudo?!" ao fim de dez minutos, que só quando chegou o intervalo é que reparei que estava um casal com dois filhos, uma rapariga que devia ter à volta de treze anos e um rapaz de uns oito, duas ou três filas à frente de mim. A criança estava a assistir àquele filme mudo a preto e branco num estado de admiração tal, que eu nem tinha dado pela sua presença!

À saída da sala, quando a mãe perguntou ao filho  se ele tinha gostado, ele respondeu-lhe que tinha adorado. Basta dizer que saí do Cinema tão deliciado com aquela reacção como com o próprio filme.

 

É destas excepções que dependem as gerações.

 

 

 

publicado por RJ às 19:42
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Sábado, 4 de Fevereiro de 2012

E se não há palavras, há música

 

Quando não há palavras, usam-se as imagens e a música. Não receie quem teme pelo facto de faltarem palavras para descrever "The Artist", porque a música do filme não o podia descrever melhor.

 

 

 

publicado por RJ às 20:38
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Não há palavras que o descrevam

 

Corram imediatamente para o cinema! "The Artist" é um dos grandes eventos cinematográficos do nosso tempo, possivelmente O maior evento cinematográfico da década!

Corram, porque irão lamentar se não o virem no grande ecrã, quando daqui a uns anos os vossos netos vos perguntarem "como foi, quando o "The Artist" estreou?".

 

Trata-se de autêntica beleza cinematográfica, daquela beleza cinematográfica que só um regresso ao passado nos podia proporcionar.

Por um fim-de-semana, deixem de lado os filmes-pipoca e voltem a tratar a sala de cinema como um santuário, por favor. É essa beleza que este filme traz de volta, é essa admiração que este filme merece.

 

 

 

publicado por RJ às 20:21
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Drivers

 

 

"Drive", apesar de ter uma identidade própria que o destaca entre tudo o que já vi na minha vida, tem influências claras. Lembra uma fusão entre "Pulp Fiction" e "Taxi Driver". As vibrações pulp e cool, aliadas a um silêncio que vale por mil palavras (muito diferentes dos fala-baratos de Quentin Tarantino), de heróis solitários que se movimentam nas sombras de grandes cidades (no filme de Martin Scorsese é Nova Iorque, no de Nicolas Winding Refn é Los Angeles), com o seu próprio código de valores. São cavaleiros honrados de contos medievais cujos castelos passaram a ser os arranha-céus banhados pelas luzes de neon, e que substituíram o cavalo pelo carro, dominando a condução com a mesma destreza com que dominavam a espada.

 

No mundo urbano contrário aos seus valores, lutam pela sobrevivência sem nunca abandonarem o caminho da sua justiça muito própria, que os obriga a socorrer as donzelas colocadas em perigo, não por grandes senhores feudais ou dragões, mas pelos monstros que espreitam nos becos das nossas ruas. Socorrem quer sejam meninas a quem foi roubada uma existência inocente como a Jodie Foster salva por Robert De Niro, ou a mãe empenhada em afastar o filho do crime, interpretada por Carey Mulligan e salva por Ryan Gosling.

 

E temos ainda um actor a ligar ambos os filmes, o injustamente ignorado nos Óscares, Albert Brooks.

 

É obra, criar um "Pulp Fiction"-"Taxi Driver" para a segunda década dos anos 2000, e ainda assim, cá está ele.

 

 

 

publicado por RJ às 19:40
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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011

O Natal chegou mais cedo

 

Demorei pelo menos umas duas horas a acreditar que era mesmo verdade, mas é verdade. Não havia prenda de Natal melhor do que o trailer do "The Hobbit: An Unexpected Journey", e aqui está ele, tão glorioso que conseguiu superar as já monstruosas expectativas.

É surpreendentemente extenso para um primeiro trailer, mantendo porém na obscuridade os desenvolvimentos da história que Peter Jackson acrescentou.

 

Ver isto deu-me uma sensação maravilhosa. Bastaram alguns segundos para que me sentisse transportado de volta e para que parecesse que nunca abandonámos mesmo a Terra-Média. São dois minutos e meio que não poderiam ter sido mais brilhantes. Tudo parece uma extensão do "The Lord of the Rings" tão natural como as raízes de uma árvore, e afinal, estas são mesmo as raízes do épico que amamos.

Basta este breve olhar para ter a certeza de que será a Terra-Média como a guardámos no coração, com uns pózinhos que já dão uma ideia daquilo que irá compôr a identidade própria do "The Hobbit". A expressividade do Bilbo de Martin Freeman, uma alma ainda menos habituada à ideia de grandes aventuras do que Frodo, a companhia muito própria do grupo de onze anões, com as suas canções e momentos mais cómicos, um Gandalf como figura paternal que ao mesmo tempo começa a descobrir os indícios da tempestade que se aproxima, o que o leva a embarcar na sua própria demanda.

E depois todo o resto do brilho. O brilho das paisagens élficas com a semi-divina Cate Blanchett no centro, o brilho de espadas capazes de forjar as suas próprias lendas, o brilho do Anel no escuro... O extraordinário brilho do universo da Terra-Média, que tem tanto de natalício.

 

Agora sim, já vejo o regresso às terras mágicas de J. R. R. Tolkien num horizonte cada vez mais próximo, apesar de ainda estar a um ano de distância. Da minha parte, não poderia estar mais contente e mais seguro de que será um regresso capaz de superar até expectativas tão altas como as minhas.

Não poderia ter havido melhor prenda de Natal. Muito obrigado, Sir Jackson.

 

 

 

publicado por RJ às 00:00
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Neon-Noir

 

Estou de regresso!

E que melhor forma haveria de regressar, do que para comentar aquele que já é para mim, O acontecimento cinematográfico do ano? Falo de "Drive", um filme que só pode vir a adquirir um estatuto de culto ao nível do de um "Fight Club".

É o noir dos tempos modernos, feito com uma coolness tão natural como as melhores deixas de um argumento do Quentin Tarantino.

 

Ainda estou a tentar absorver a dimensão daquilo que é "Drive", seguir-se-ão mais pensamentos amanhã.

 

 

 

publicado por RJ às 22:30
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